Plano de parto é importante?

Você está se preparando para o parto? Se a resposta for sim, seria bacana você dar uma olhada nesses dois posts: Plano de parto espiritual ePreparo emocional para o parto, que são parte dessa trilogia do parto.

Depois volta aqui para concluir nossa sequência em grande estilo, fechado?

E sim, esse é o último post dessa trilogia, mas não menos importante. Afinal, com tudo preparado (mente e espírito), chegou a hora do seu corpo entrar em ação.

Lembro como se fosse hoje, o dia que recebi um papel escrito “Plano de parto”, no curso de gestante.

Inicialmente achei uma bobeira, mas depois quando estava sozinha, vi que aquele papel seria fundamental para eu conhecer meus direitos e, principalmente, meus desejos como gestante.

Além do mais, ele me faria estudar um pouco mais sobre a via de nascimento que escolhi para o Benjamin.

P.S. Ah! Eu escolhi o parto normal, me preparei para ele. No entanto, sempre tive ciência da possibilidade de uma cesária. Esse equilíbrio foi fundamental para todos os pontos que vivi. Aliás, meu relato de parto também está aqui no blog, é só clicar: Meu parto, minhas regras.

Mas voltando, é preciso buscar informações para conseguir um parto respeitoso, compreender toda a fisiologia desse processo e a importância de esperar o tempo para o bebê nascer. Todo esse caminho para você se sentir segura com as decisões que terá que tomar.

E  sim, caso seu médico oriente, a cesária pode ser indicada. Mas essa questão é profissional demais para uma leiga como eu abordar.

O plano de parto é um registro em papel de todo cuidado que você, gestante, gostaria de ter durante a sua internação.

Com ele, você deixa claro suas vontades — desde que estas sejam permitidas pela maternidade e seu médico obstetra esteja ciente, por isso, visite a maternidade durante a gestação —, diante das situações que podem ocorrer durante a assistência do trabalho de parto, parto e pós parto imediato.

Lembrando, mais uma vez, que interferências podem acontecer.

É fundamental que esse plano seja apresentado e discutido com seu médico e equipe, antes do parto, pois desta forma já se consegue alinhar todos os detalhes que envolvem o nascimento do bebê.

No meu caso, o parto aconteceria em um plantão numa maternidade do SUS, por isso, costumava tirar todas as dúvidas durante a consulta de rotina. Assim, o médico que me atendia já anotava tudo no meu prontuário e ficava lindo registrado ali.

E o Diogo sabia exatamente quais eram as minhas vontades. Ponto de extrema importância, afinal, na hora H você não está tão focada assim naquele papel preenchido com tanto carinho.

De acordo com especialistas, o ideal é que a gestante tenha este documento pronto até a 36ª semana de gestação.

Vale ressaltar, que mais do que levar o papel impresso na maternidade, a força desde documento acontece antes do parto, nas consultas pré-natal, te ajudando a entender se o local e/ou equipe que você escolheu poderá te atender de acordo com o que você gostaria.

Ponto de atenção: você não precisa ficar intimidada ou envergonhada ao fazer seu plano de parto. Este é um documento garantido pela legislação brasileira recomendado pela Organização Mundial de Saúde para melhorar o nível de atendimento oferecido às parturientes e recém-nascidos. 

Mas então, como fazer meu plano de parto?

Você pode escrever como uma carta, com texto corrido ou fazer em formato de lista. Na internet você encontra inúmeros exemplos. Isso se você não ganhar do seu médico ou no curso de gestante.

Mas ele deve conter basicamente:

  • Seu nome completo
  • Nome completo do acompanhante (lembrando que é garantido pela Lei Federal n. 11.108)
  • Nome completo do bebê
  • Maternidade escolhida para o parto
  • Será atendida pelo plantonista ou equipe contratada (contado da equipe)

Aspectos pessoais:

  • Iluminação do ambiente
  • Terá música
  • O que pode te atrapalhar durante o processo de parto
  • Usar a roupa que você escolher
  • fotos e vídeos (se a maternidade permitir)

Intervenções no trabalho de parto:

  • Ticotomia (raspagem dos pelos pubianos)
  • Enema (lavagem intestinal)
  • Soro com ocitocina ou outros hormônios de indução
  • Liberdade de alimentar-se e beber líquidos
  • Liberdade de movimentar-se
  • Uso de métodos não farmacológicos de alívio da dor
  • Anestesia
  • Ruptura artificial da bolsa amniótica
  • Posição para o bebê nascer
  • Comandos de puxo
  • Episiotomia (corte no períneo)
  • Momento do clampeamento do cordão umbilical após o nascimento
  • Dequitação da placenta
  • Contato pele a pele (a “Golden Hour”)
  • Amamentação no pós-parto imediato

Intervenções no recém-nascido:

  • Aspiração das vias aéreas e gástrica
  • Separação mãe e bebê (levar para o berçário ou garantir alojamento conjunto)
  • Banho no bebê
  • Colírio nitrato de prata
  • Injeção de vitamina K
  • Vacina da hepatite B

 

Essas são as principais informações que devem conter no seu plano de parto. A minha sugestão é que você conheça cada uma delas, saiba seus significados e como elas podem influenciar nesse momento tão singular para você e sua família.

Depois, espere com paciência e seja feliz!

Espero que você tenha gostado dessa trilogia do parto, quis dividir com vocês um pouquinho daquilo que estudei para o nascimento do Benjamin.

Se você gostou, compartilha com as gravidinhas e também com as tentantes, afinal, quanto antes nos prepararmos, melhor será!

 

 

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