O tabu da amamentação

Quando você está com uma criança no colo, as pessoas automaticamente perguntam: “Tá dando muito peito?”

Antes mesmo daquele “oi, tudo bem? Precisa de algo?”. E isso não surge apenas de pessoas próximas, mas de qualquer um que te vê caminhando na rua.

Algo natural tendo em vista a história das mulheres de antigamente e a influência (muito positiva da livre demanda), mas na cabeça da mãe tudo se potencializa.

A verdade é que eu não sei qual seria a minha reação caso a resposta fosse sim. Aliás, penso que seria como fogos de artifício na virada do ano.

O motivo dessa comparação? A minha resposta diária é: “ele não mama no peito”. Uma frase seca para aqueles que ouvem, mas muito dolorida para quem fala.

Nessa resposta, me senti a mulher mais triste do mundo. Principalmente porque em algumas ocasiões a conversa não para na minha resposta negativa. Ela continua no olhar do outro que pensa “coitada, ela não conseguiu” ou pior, naquele comentário que diz “sorte a sua porque acabou com meu peito, eu jamais faria isso de novo”.

Na minha cabeça cada um sabe o que faz. E é provável que as minhas vontades não sejam iguais a sua e tudo bem se for assim.

Todavia, precisamos entender que julgar uma mãe dói. E por mais bem resolvida que você seja, ele entra rasgando numa mente que já se sente culpada o suficiente.

Assim como o parto normal, amamentar era algo que eu queria muito. No entanto, eu passei por uma redução de mama que prejudicou a decida de leite.

Como eu estudei muito durante a gestação, eu sabia que as chances não seriam muito grandes. No entanto, a esperança estava ali.

Tanto que fiz de tudo. Mudei toda a minha alimentação, fiz acompanhamento com uma enfermeira especializada, corri para a relactação por sonda e tentei livre demanda até o peito ficar em carne viva.

images (1)

Mas não rolou.

Com isso me senti a pior mãe do mundo. Passei noites inteiras em claro me questionando, chorei no chuveiro para ninguém escutar, me culpei por cada grama que ele não ganhava.

Não precisava de olhares de pena ou qualquer comentário. Eu era a minha maior inimiga. Isso sem contar a vergonha que era gigantesca.

Porém eu precisava virar a página. Ali nos meus braços estava uma criança que precisava de peso e cuidados.

Então, conforme a instrução da pediatra passei a dar fórmula na mamadeira. Eu não estava feliz, mas sentia um alívio por ver meu filho sem fome.

Aos poucos e com muitas conversas com amigas que são mães fui tentando transformar a frustração e fazer das mamadas do Benjamin, um momento de grande vínculo entre nós.

Ainda assim, a vergonha era imensa. Uma coisa é dar mama em casa, só nossa família . Outra bem diferente era expor esse “defeitinho”.

Todas as vezes que saíamos de casa eu organizava as mamadas para não correr o risco dele querer mamar na rua.

Essa loucura só começou a passar quando eu conversava com outra mãe que havia passado por isso ou via aquele desfile de mamadeiras no consultório da pediatra.

Mas eu ainda precisava de um empurrão para me ver livre dessa culpa. E não bastava ver que o Benjamin estava crescendo forte e saudável.

A verdade é que o ruído da minha mente só parou quando, por um descuido na minha “organização alimentar”, tive que dar mama em público.

Foi a mamada mais longa e libertadora. Ali entendi de fato o que está por trás da frase ‘maternidade real’.

No fim das contas eu entendi que não sou mais ou menos mãe pela forma que alimento meu filho. Mas, sim por todo o resto que envolve o maternar.

Hoje sei que não é fácil para nenhuma mãe, esteja ela amamentando ou não. A verdade é uma só: cada relação (mãe, filho e adaptação) é única.

Para uma gestação tranquila

Se informar, conversar, questionar… tudo isso é extremamente importante quando estamos grávidas.

Não tem aquele ditado que diz: “a primeira vez a gente nunca esquece?”. Então, com a maternidade creio que é exatamente dessa forma.

Receber a notícia de que você está grávida automaticamente muda tudo, quando essa gravidez evolui, misericórdia! Ai que o bicho pega mesmo!

Pensando nisso, separei algumas questões que durante os 10 meses (sim, ficamos 10 meses prenhas) foram motivos de algumas noites em claro pra mim!

Coisas que só aquela mãe sincerona fala sabe?!

Aproveita aí!

Cuide do seu peso: durante toda gestação engordei 11kg, para muitas pessoas o ganho de peso não muda ou interfere em nada. Oka, opinião de cada um certo? Para mim influenciou e muito. Engravidei no meu melhor peso (60kg) e fui aumentando o peso gradativamente, geralmente 1kg por mês. Sim, teve mês que engordei mais que isso. Mas o fato de não ter engordado exageradamente foi crucial para conseguir manter minha rotina de boa até parir. Além do que, agora que já pari vejo que meu corpo está “voltando ao normal” bem rápido. Já alcancei a casa do 6.3kg.

Pratique atividade física: Tá aí uma questão que vou levar muito mais a sério quando engravidar de novo. Durante uma época eu era viciada em atividade física. Mas passou! Quando engravidei meu médico pediu apenas 1h de caminhada por dia. Que eu transformei em 1h de caminhada a cada mês. Não sei qual tipo de influência a atividade física tem durante a gestação e o parto, porém, eu sei que mal não faz e que para mim faria toda diferença. Mais disposição, domínio corporal, bem-estar psicológico e físico e bla bla bla. Na próxima gestação preciso lembrar de ler esse texto aqui e não parar de me movimentar.

  Busque informações: Mas não o suficiente pra ficar louca! Durante a gestação eu estudei muito. Li inúmeras pesquisas e livros; assisti vídeos no YouTube e ouvi diversos podcasts. Não suficiente conversei com mães de primeira, segunda e quinta viagem. Além do meu médico, nutricionista e doula. Eu preferi me munir de informações para não ser pega de surpresa. No entanto,  surpresa sempre vem. Por isso, não vire a louca da caneta. Pesquise até onde você acha importante. No meu caso, me limitei até o sétimo mês, deixando espaço apenas para dúvidas práticas e pontuais. A verdade é que na teoria tá mamão, na prática a história é outra.

Frequente o curso de gestante: Tá aí uma coisa que eu achava totalmente desnecessária e não me pergunte por que. Eu confesso que até frequentar um, não via muita utilidade em passar quase 1 mês nas aulas. Minha opinião só mudou quando, prestes a parir, resolvi frequentar as aulas semanais. Graças a Deus! No curso pude tirar várias dúvidas, desmistificar alguns mitos e aprender a cuidar de um bebê. Coisa que eu não havia feito até então. Para mim foi muito útil, até porque eu e o Diogo resolvemos cuidar do Benjamin sem a ajuda diária dos familiares.

Vá ao psicólogo: Eu não fui. Mas se pudesse eu frequentaria a terapia desde sempre. Não são apenas os hormônios que mudam durante esse período, a nossa mente vira um turbilhão de emoções transitando em tempo frenético. Dias de caos, tristezas e alegrias intensas. Sensações inexplicáveis durante a gestação e mais loucas ainda durante o puerpério. Um psicólogo certamente te ajudará a passar por esse período de forma mais leve.

Tenha uma rede de apoio: Durante esse tempo as pessoas próximas são fundamentais . No meu caso começou com meu marido que apoio minhas decisões sobre a maternidade, cuidou, esteve atento e foi (na verdade é) minha base ao descobrir esse universo. Também pude contar com amigos muito próximos que respondiam as minhas dúvidas e batiam papo na madrugada de insônia. Além disso, tive a graça de ter pertinho de mim uma amiga doula. Como foi bom, principalmente porque eu sempre desejei parto normal. Até o Benjamin literalmente nascer eu pude contar com esse anjo. E essa rede continua depois de parir viu.

Acredite em algo: Ter fé é um dos pontos cruciais na gestação. Ao menos para mim. Quando estava no comecinho da gestação uma amiga muito querida e dinda do Benjamin, a Ju me deu o livro “Gestar em oração, conceber com amor”. Todos os dias eu rezava com o Benjamin na barriga e com as semanas passado eu ia me sentindo mais confiante e certa de que Deus sabe o tempo de tudo. Pra mim, confiar que o Senhor faz o impossível foi fundamental para tornar os dias de medo, incertezas, tristezas e dores mais fáceis. Tanto que no dia que entrei em trabalho de parto tive a graça de ir a missa e comungar. Mal sabia que naquela madrugada o Benjamin viria ao mundo sobre os cuidados e orações do papai que rezava baixinho enquanto a mamãe aqui vivia a experiência sobrenatural do parto. Aproveite esse tempo de espera para ter intimidade com Deus. Faz toda diferença.

Não se cobra tanto: Tomou um copo de refrigerante? Comeu aquele doce? Ficou andando pra lá e pra cá até não aguentar mais? Oka! Está tudo bem,  a sua vida não vai parar enquanto você está esperando o bebê. Claro que precisa tomar cuidado com muitas coisas, no entanto, não cobre a perfeição. Até porque ela não existe nesse mundo. Eu mesma, achei que seria a mamãe fitness vivendo a base de brócolis. Unhum! A dona do foodtruck sabe bem o lanche que eu comia praticamente toda semana! Poderia ser melhor ? Sim! Mas não rolou, paciência.

Saiba como quer parir: Sim, deixei por último aquilo que é fundamental pra mulher. Decida durante a gestação como você deseja parir. Sonhe com os detalhes, faça um plano de parto, converse com seu médico e acompanhante. Estar preparada para esse momento é muito importante para sua saúde mental. Se vai ser do jeito que você desenhou? Pode ser que sim ou não. Mas o fato é que você precisa saber o que quer. E, claro. Estar ciente que interferências acontecem e elas estão aí para te ajudar.

Ainda tenho muitas questões pra compartilhar com vocês. Melhor fazer por partes pra não assustar ninguém né? hahahha

Espero que esse bate bola inicial tenha te ajudado a entender que a gestação é isso; um tempo perfeito vivido por seres imperfeitos.

Comenta ai o que mais você gostaria de saber sobre esse momento surreal!

Cabeça de mãe

Depois daquele exame de sangue que você faz só pra reafirmar o que você internamente já sabia, a sua vida muda para sempre.
Do nada você passa a pensar duas vezes em tudo que consome, os lugares onde pisa, o banquinho que subia para pegar aquele prato no alto.
E aí você lembra de tudo que sua mãe falou, principalmente aquela típica frase: “quando você for mãe, vai entender o que estou dizendo”. De repente, suas lojas já não chamam tanta atenção assim e as inspirações no Pinterest passam a ser de babadores, mijão e decoração infantil.

O seu sono é imenso, mas o seu corpo meio desajeitado nos últimos meses não permite que ele seja tão profundo assim. Haja travesseiro para conseguir dormir.

Talvez você fique enjoada ao lembrar daquela comida que tanto amava. Ou seu estômago vai parar na nuca e você sente a necessidade de repetir o almoço e a sobremesa.
Depois daquele exame você começa a pensar no futuro de uma forma surreal. Sonha com as suas atitudes daqui para frente e em quantas decisões tem que tomar desde então.

Depois daquele exame, você passa a achar a sua barriga mais bonita a cada pequena mudança. Mesmo sabendo que os movimentos que ela faz ainda são um tanto “estranhos”. Se você já orava pela sua família, depois daquele exame suas orações serão ainda mais dirigidas. Repletas de receios, sonhos e muita alegria.

 

Depois daquele exame ouvir um coração nunca mais será a mesma coisa. Depois daquele exame você terá certeza: são dois corações batendo aqui!

Orações para grávidas e tentantes

Quando nosso primeiro bebê foi para a glória de Deus fiz inúmeras orações. Rezava pela alma dele e para Deus confortar nossos corações.

Passado o tempo de luto, comecei a rezar para que Deus nos desse novamente a graça de engravidar, encontrei inúmeras orações e histórias de Santos que receberam essa graça.

A todo tempo me lembrava da história de Isabel, que na velhice concebeu. Que força ela dá para todas as mulheres que sonham com esse milagre.

Nessa busca por fortalecer espiritualmente também pedia a Deus para me orientar caso a gestação em sua forma genuína não fosse para mim.

Eu desejava estar pronta para tudo e, mais do que isso, estar íntima do Senhor para viver aquilo que Ele mesmo preparou para mim.

Lembrando de toda essa preparação espiritual para a chegada do Benjamin e também dos meus filhos espirituais, encontrei essas orações que hoje partilho com vocês.

Propaguem, compartilhem… façam com que essas orações cheguem ao maior números de famílias possível.

Sejam elas tentantes, famílias numerosas ou pais de primeira viagem. Precisamos nos fortalecer na fé para que nossas famílias esteja preparadas para a luta pela santidade! 

 

Conto com vocês! Vamos pra cima!

São Francisco de Sales

Ó Deus eterno, Pai de infinita bondade, que instituístes o casamento para propagar o gênero humano e povoar o Céu, e destinastes principalmente o nosso sexo para essa tarefa, querendo que nossa fecundidade fosse uma das marcas de vossa benção sobre nós, eu me prosterno, suplicante, diante de Vossa Majestade, que eu adoro.

Eu Vos dou graças pela criança que eu levo, à qual Vós destes o ser. Senhor, estendei a Vossa mão e completai a obra que Vós começastes: que Vossa Providência leve comigo, por meio de uma contínua assistência, a frágil criatura que Vós me confiastes, até a hora de sua chegada ao mundo. Nesse momento, ó Deus de minha vida, assisti-me e sustentai minha fraqueza com Vossa mão poderosa. Recebei então Vós mesmo meu filho e guardai-o até que ele tenha entrado, pelo batismo, no seio da Igreja Vossa Esposa, a fim de que ele Vos pertença pelo duplo título da Criação e da Redenção.

Ó Salvador de minha alma, que durante Vossa vida mortal tanto amastes as crianças e tantas vezes as tomastes nos braços, tomai também a minha, a fim de que tendo a Vós por Pai, e Vos chamando seu Pai, ela santifique o Vosso nome e participe de Vosso Reino. Eu Vo-la consagro de todo o meu coração, ó meu Salvador, e a entrego a Vosso amor.

Vossa justiça submeteu Eva e todas as mulheres que nascem dela a grandes dores; eu aceito, Senhor, todos os sofrimentos que vós me destinais nessa ocasião e Vos suplico humildemente, pela santa e feliz concepção de Vossa Mãe Imaculada, que me sejais benigno no momento de dar à luz meu filho, abençoando a mim e a essa criança que Vós me dareis, bem como concedendo-me o Vosso amor e uma inteira confiança em Vossa bondade.

E Vós, bem-aventurada Virgem, Santíssima Mãe de nosso Salvador, honra e glória de nosso sexo, intercedei junto a Vosso Divino Filho a fim de que ele atenda, em sua misericórdia, a minha humilde oração.

Eu Vo-lo peço, ó mais amável das criaturas, pelo amor virginal que tivestes por José, vosso santo esposo, e pelos méritos infinitos do nascimento de vosso Divino Filho.

Ó Santos Anjos que sois encarregados de velar por mim e por meu filho, protegei-nos e conduzi-nos a fim de que, pela vossa assistência, possamos um dia chegar à glória da qual vós já gozais, e louvar convosco nosso Senhor comum, que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amem.

São Raimundo Nonato

Diz-se que São Raimundo nasceu em uma família nobre da Espanha por volta do ano 1200. Foi-lhe dado o apelido de “non natus” (não nascido), porque sua mãe morreu no parto, antes que ele viesse à luz. Por esse fato, é tradicionalmente considerado padroeiro das mulheres grávidas, parturientes (que vão dar à luz), parteiras e recém-nascidos.

Oração a São Raimundo Nonato por um parto feliz

Glorioso São Raimundo,  ninguém melhor que vós saberá compadecer-se das dores e perigos dum parto difícil,  pois, cedendo à violência dos sofrimentos,  vossa própria mãe perdeu a vida e só por milagre fostes dela extraído. Eia pois, meu santo, já que me encontro neste estado delicado, a vós confiadamente recorro para que eu possa completar com felicidade o número dos meus dias e produzam minha entranhas, livre e sã, a prole que com a bênção divina concebi,
a qual, regenerada pelo baptismo, venha com o tempo aumentar o número dos que fielmente servem ao Senhor. Não me desprezeis, glorioso santo, de vós ouvi dizer que a nenhuma deixastes sem amparo nestas circunstâncias. Compadecei-vos dos meus lamentos, pois embora me alcance a justa sentença que meu Senhor deu a Eva dar à luz os filhos com dores e trabalhos, espero, com a vossa poderosa intercessão, obter da benignidade de Deus, pela Santíssima Paixão e morte de Jesus, moderação e lenitivo em minhas dores, e no momento oportuno, um parto feliz, para aumento da grei cristã e maior glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cuja vontade resigno totalmente a minha. Amém.
(Pai nosso, Ave Maria, Glória ).

Santa Coleta de Corbie

A devoção a Santa Coleta para obter a graça de ter um bom parto nasceu do fato de que a mãe dela a gerou em idade avançada, com riscos na gravidez e no parto. Além disso, Coleta teve especial veneração pela Encarnação e Nascimento de Jesus. Assim, As Clarissas divulgam esta devoção, porque recorrendo à intercessão de Santa Coleta muitas mulheres grávidas recebem a graça de ter um feliz parto e dar à luz uma criança saudável.

Oração a Santa Coleta

Ó Santa e gloriosa virgem coleta, pelo ardente amor e fervorosa devoção que abrasava o teu coração diante do mistério da Encarnação e Nascimento de Jesus, pelas graças maravilhosas com que o Senhor vos enriqueceu, em virtude da sua concepção e nascimento, pela amável e calorosa ternura que tiveste à sua Sagrada Família, porquanto como que transformada em Jesus Cristo por verdadeiro amor e participação nos seus sofrimentos de criança e na sua pobreza, alcança-me dele a graça de serem atendidos os meus pedidos, o que espero por tua valiosa intercessão. Amém. (pede-se a graça de um bom parto)

São Domingos Sávio

São Domingo Sávio é padroeiro dos meninos cantores e também das grávidas, por ter cumprido em sua vida uma missão da Virgem Maria, enquanto era guiado por São João Bosco.

Durante o processo de investigação para levar Domingos Sávio aos altares, sua irmã Teresa narrou que certa vez o Santo se apresentou diante de Dom Bosco e lhe pediu permissão para ir a sua casa. Seu formador lhe perguntou ou motivo e o jovem respondeu: “Minha mãe está muito delicada e a Virgem quer curá-la”. Dom Bosco perguntou de quem tinha recebido notícias e Domingos respondeu que de ninguém, mas que ele sabia. O sacerdote, que já conhecia seus dons, deu-lhe dinheiro para a viagem.

A mãe de Domingos estava grávida, mas sofrendo com fortes dores. Quando o jovem chegou para vê-la, abraçou-a fortemente, beijou-a e depois obedeceu sua mãe, que lhe tinha pedido que fosse com uns vizinhos. Quando o médico chegou, viu que a senhora estava com a saúde recuperada e, enquanto os vizinhos a atendiam, viram em seu pescoço uma fita verde que estava unida a uma seda dobrada e costurada como um escapulário. A surpreendente visita de Domingos a sua mãe se deu em 12 de setembro de 1856, data do nascimento de sua irmã Catarina.

Tempo depois, Domingos disse a sua mãe que conservasse e emprestasse aquele escapulário às mulheres que necessitassem. Assim se fez e muitas afirmavam ter obtido graças de Deus com a ajuda do escapulário da Virgem.
Há muitas histórias de mulheres que não podiam engravidar e alcançaram essa graça através de São Domingos Sávio.

Oração a São Domingos Sávio
Ó glorioso e santo Menino, tu, que por inspiração da Virgem Imaculada levaste à tua mãe imediato alívio às suas dores, por meio de uma misteriosa fita que lhe colocaste ao pescoço, atende ao ardente desejo desta tua devota, que humildemente recorre à tua intercessão. Alcança-me da Virgem Maria, Mãe de Jesus, a graça da maternidade. Assiste-me no perigo instante, para que, auxiliada pela tua intercessão, possa, cheia de alegria, render a Deus e à sua Mãe Santíssima infinitas graças. Desde já coloco sob tua valiosa proteção a criatura que Deus me dará. Alcança-me a graça de vê-la crescer no santo temor de Deus, para que, conhecendo-o e servindo-o durante a vida, possa, juntamente com os demais de sua família, gozá-lo para sempre no céu. Que Assim Seja.

São Geraldo Majela

É muito eficaz a novena a São Geraldo Majela, para obter a proteção divina durante a gestação, para mãe e bebê. Em 1754 São Geraldo foi falsamente acusado de ter engravidado uma mulher que se chamava Néria Caggiano. Geraldo, porém, fez apenas uma oração e Néria se arrependeu. Então, ela se retratou e inocentou Geraldo. Foi por isso que o povo começou a associar de São Geraldo Magela à proteção das mulheres grávidas.

Novena a São Geraldo Majela
Deus Todo-Poderoso e Eterno, que, pela operação do Espírito Santo, preparou o corpo e a alma da gloriosa Virgem Maria, Mãe de Deus, para ser uma morada digna de vosso Filho e que, pelo mesmo Espírito Santo, santificou São João Batista antes de seu nascimento, recebei a oração de vossa humilde serva que vos suplica, pela intercessão de São Geraldo, vosso fidelíssimo servo, a proteção nos perigos da maternidade e a defesa, contra o espírito maligno, do fruto que dignastes dar-lhe, a fim de que por vossa mão que socorre e salva, ele possa receber o santo batismo.
Fazei também que a mãe e a criança possam, depois de uma vida cristã, chegar ambos à vida eterna. Amém.
Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.

Nossa Senhora do Bom Parto

Oração para Nossa Senhora do Parto, presente na Basílica de Santo Agostinho, em Roma.

Santa Mãe de Deus, Virgem do Divino Parto, colocamo-nos aos vossos pés para cantar os vossos louvores. Vós sois a filha predileta do Pai, a Mãe do Verbo Encarnado, o Templo do Espírito Santo. Vós sois a Virgem escolhida desde toda a eternidade para cooperar com a obra da nossa salvação: alcançai para nós, de Vosso Filho, Jesus, uma fé forte, uma esperança sólida e uma caridade generosa.

Virgem Mãe, nós vos confiamos todas as mães que vos suplicam pela integridade de seus filhos e por um parto feliz, a fim de que a vida que portam em seu seio seja preservada de todo perigo. Concedei-lhes a graça de voltar aos vossos pés com a criança, para agradecer ao Senhor, que faz maravilhas aos que se entregam a Ele com confiança.

Ó, Virgem do Parto, guardai e defendei, todas as crianças com o vosso amor, para que, regeneradas do pecado pela água do batismo e inseridas na Santa Madre Igreja, cresçam serenamente, cheias de virtude, a fim de se tornarem testemunhas corajosas de vosso Filho, Jesus, e de perseverarem no caminho da santidade pela graça do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…
Virgem do Divino Parto, rogai por nós.

Nossa Senhora do Leite

Senhora do Leite e Bom Parto, mãe amorosa do Menino Jesus e minha Mãe, escuta a minha humilde oração. Sei que vosso coração de  mãe conhece todos os meus desejos, todas as minhas necessidades. Só vós, Virgem Imaculada, e vosso Divino Filho são capazes de entender os sentimentos que enchem a minha alma. Vós que tivestes o sagrado privilégio de ser a Mãe do Salvador, intercedei junto a Ele agora, minha querida Mãe, que, segundo a sua vontade, eu  possa ser uma mãe biológica ou mãe de outros filhos enviados por Nosso Senhor. Isso eu peço, a vós, Senhora do Leite, em nome de vosso Divino Filho, meu Senhor e Redentor. Amém.

Santa Gianna

Esposa amorosa, médica dedicada e mãe heróica, que renunciou à própria vida em favor da vida da filha, na ocasião da gestação e do parto. Cristã valente que o Beato Paulo VI descreveu como “uma mãe que, para dar à luz seu bebê, sacrificou a sua própria vida em uma imolação deliberada”.  Santa Gianna é uma poderosa intercessora em favor da vida familiar, das mulheres que não conseguem engravidar e daquelas mães com problemas durante a gestação.

Novena a Santa Gianna

– Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Deus Pai, que nos deste a Santa Gianna como exemplo de esposa amorosa, que cercou de amor a sua família construindo uma verdadeira “Igreja Doméstica”, faz-me assimilar esse mesmo amor incondicional, consagrando minha vida ao Teu serviço junto aos que me cercam.

PAI NOSSO… AVE MARIA… GLÓRIA AO PAI…

Jesus, Redentor da humanidade, que chamaste à Santa Gianna à missão de médica do corpo e da alma, vendo o Teu sofrimento no irmão doente, fazei que, seguindo o exemplo da Tua serva, possa eu entender a minha dor e a do meu irmão, participando do sacrifício da Tua Santa Cruz.

PAI NOSSO… AVE MARIA… GLÓRIA AO PAI…

Espírito Santo, fonte de todo o Amor, que infundiu no coração de Mãe da Santa Gianna a coragem dos mártires, de testemunhar com a própria vida o amor à criança que trazia no seu ventre, colaborando de maneira extraordinária no Teu plano de criação, e, que durante toda a sua vida foi um exemplo de cristã de fé, esperança e caridade, faz-me torná-la com o exemplo para um autêntico caminho rumo à santidade.

PAI NOSSO… AVE MARIA… GLÓRIA AO PAI…

ORAÇÃO:
Ó Deus, Amante da Vida, que doaste à Santa Gianna responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e mãe, concede também a mim (pessoa para quem quer obter a Graça), por sua intercessão (… FAZER O PEDIDO…) e também seguir fielmente os Teus Desígnios, para que resplandeça sempre nas nossas famílias a Graça que consagra o amor eterno e à vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que é Deus, e vive e reina Contigo na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. AMÉM.

Serva de Deus Chiara Petrillo

Logo em sua primeira gravidez, ela teve uma surpresa ao fazer a ultrassonografia e descobrir que sua filha, Maria, foi diagnosticada com anencefalia. O casal decidiu seguir a gravidez até o fim, o que já foi uma surpresa para muitos. Trinta minutos depois de nascer, Maria veio a falecer.

O segundo filho do casal, Davide, ainda no início da gestação, foi diagnosticado com uma deficiência: ele não possuía as pernas e tinha má-formação visceral. Como na vez anterior, contra a expectativa de muitos, os pais decidiram prosseguir. Ambos os filhos, Maria e Davide, chegaram a nascer e, mesmo vivendo poucos minutos, foram acompanhados pelos pais até o último minuto.

Chiara engravidou novamente, desta vez era Francesco. Os exames mostravam que o menino era saudável, para a alegria do casal. Porém, no quinto mês de gravidez, Chiara descobriu uma lesão na língua e logo na primeira cirurgia os médicos diagnosticaram que se tratava de um câncer. Ela tinha duas opções: seguir com a gravidez ou interrompê-la por causa do tratamento do câncer. A escolha de Chiara foi pela vida de seu filho, ato este que colocou em risco sua própria vida. Foi somente após o parto que Chiara pôde dar início ao tratamento com quimioterapia e radioterapia, que ela enfrentou com muita serenidade e irresoluta confiança na Providência. Um tempo após o nascimento de Francesco, Chiara faleceu, em junho de 2012, aos 28 anos.

Apesar de não haver oração e novena aprovada, pois Chiara ainda não foi elevada a honra dos altares, muitas mulheres tem rezado pedindo sua intercessão para engravidar e com relação a problemas na gravidez, já que ela morreu em odor de santidade.

Fonte: Blog Lírio Entre Espinhos

 

Meu parto, minhas regras

Escrevi com o coração, se prepara para o textão!

“Se alguém te disse que você poderia ter um dos momentos mais transcendentais fisicamente, emocionalmente e espiritualmente da sua vida e aqui está o mapa para chegar lá, você realmente diria não?” (Elizabeth Davis)

Parir é exatamente isso! Passado os famosos e longos 40 dias resolvi falar sobre o parto. Durante todo esse tempo fiquei pensando em como traduzir esse momento, que é realmente único, com todo o sentido que a palavra traz.

Espero de coração que você leia esse texto até o fim. E sim, vai ser textão porque a minha alma está nele.

Minha vontade era ter escrito logo que pari. Mas na primeira semana a sensação que eu tinha era de ter feito uma péssima escolha. Apesar de ter voltado para casa andando e me sentindo super bem fisicamente, toda vez que alguém que perguntava: “E aí me conta do parto”. Eu só conseguia pensar doeu pra burro!

No entanto, como tudo na vida, nada como um dia após o outro. E como um toque de mágica, em questão de dias minha mente mudou completamente e internamente eu gritava: se engravidar de novo eu quero normal. Claro que mudaria algumas coisas, você vai entender o que no decorrer do texto.

Escolha do parto

Minha mãe teve dois partos de cesária. Dias e horários agendados, maquiada e bem animada. Preparou cada detalhe para receber as filhas. Como ela era a minha referência de maternidade, durante um tempo eu também desejei a aparente praticidade da cesária. Mas a gente cresce, conhece outros mundos e outras verdades e aos poucos a vontade de parir de forma natural nasceu em mim e assim se fez até o nascimento do Benjamin. Desejei parto normal mais do que tudo. Eu pesquisei, conversei, ensaiei posições, escolhi as músicas para tocar. Sonhei!

b6eacc71ee4b79e7b5e51e5bb9d3011e

Tive a graça de contar com um médico super a favor do parto normal, que me incentivou e me instruiu em casa detalhe. Porém para o meu desespero, Benjamin virou só quando eu estava de 36 semanas.

Sei que existe possibilidades de parir com a criança estando “sentada”, mas essa não era a conduta do meu médico. Então haja novena, oração e exercícios para esse bacuri virar (obrigada doula querida Aninha do Doulas Amparo Do Nascer que me ajudou muito nessa questão).

Meu marido, Diogo, também me apoiou nessa decisão. O que é exageradamente importante para a gestante. Enquanto tanta gente me falava que era loucura, que eu não ia dar conta, que isso é aquilo. Ele fazia surgir em mim uma confiança única.

Estava posto! Eu ia tentar normal até que fosse extremamente necessário uma cesária. Só ia parir quando a criança quisesse nascer e fim.

Escolha da maternidade

Meu médico me apresentou três maternidades que atendiam o SUS. Você vai entender esse rolo já já.

Uma delas eu não queria de jeito nenhum, pois havia sido mal atendida duas vezes pela mesma médica quando precisei passar pela emergência. Deus que me perdoe, mas não queria que ela trouxesse meu filho ao mundo! Tive medo!

Porém, para a minha alegria, meu convênio ainda não iria cobrir o parto e eu seria encaminhada pelo SUS.

Meu médico falou de um hospital escola que incentivava o parto normal. Hospital Electro Bonini, o famoso Hospital da Unaerp. Mas O ponto de atenção é: eles pegam apenas gestantes de baixo risco por conta da estrutura.

Lá vai a Pâmela correr para o posto de saúde e tentar uma vaga. Além de rezar pra ser a gestante “perfeita”.

No posto de saúde, consegui ser atendida por uma médica anjo, que em 1 semana solicitou meu pedido e simmm! Partiu Unaerp.

Passei pelos médicos de lá duas vezes antes de parir. Me senti muito bem acolhida e confiante que eles não iriam mudar as minhas decisões. Que eram várias!

Antes de parir

Fiz um plano de parto que ganhei no curso de gestante. Lá havia anotado várias coisas do tipo:
1- Não tirem meu marido do quarto de jeito nenhum (é Lei tá gente, relaxa).

2-  Colocar uma luz mais baixa pra eu não ficar com tanta vergonha caso grite mais que o necessário ou aconteça alguma coisa (estejam cientes que pode acontecer de tudo, seres fisiológicos heim povo).

3 – Deixa rolae umas músicas pré-selecionas no Spotify.

4883ee4ac50ceda019e6f618c30fa4e4

E os pedidos mais importantes pra mim:
• Nada de anestesia
• Nada de Ocitocina para induzir
• Nada de episiotomia, aquele famoso e antigo “pique”.

A não ser que eu esteja morrendo (parece exagero, mas não é) ou eu tenha pedido umas 500 vezes (isso irá demonstrar que eu quero mesmo).

P.S 1. Contei tudo isso pro Diogo ficar ciente.

P.S 2. Vou fazer um post falando apenas sobre o plano de parto.

E o parto como foi?

Passei as 39 semanas bem de boa. Cansada, o que é normal tendo em vista o tamanho da minha pança e o inchaço dos meus pés.

Estava trabalhando normalmente e passeando também. Aliás, eu estava certa que o Benjamin ia dar sinais lá pelas 41 semanas.

Tive uma consulta de rotina na quinta (26/09), só elogios pelos médico. Senti uma confiança enorme que oscilava com uma pontinha de medo. Agora era só esperar a vontade do Benjamin.

Nesse estágio as contrações de Braxton Hicks ou treinamento já eram familiares.

O tal tampão que tanta gente me perguntava já havia saído na semana anterior. Nada que me impedisse de seguir a vida normal.

No sábado (28/09) fiquei com uma vontade enorme de tomar um café da tarde especial.

Então, o Diogo me levou na minha cafeteria preferida. Foi uma tarde super tranquila. E eu mal sabia que o tranquilão aqui ia dar as caras horas depois contrariando totalmente as minhas estatísticas.

01a6ec233850fc4db170c36af291992b

No domingo (29/09) acordei um pouco indisposta, as contrações de treinamento já estavam acontecendo há algum tempo e na minha cabeça era exatamente as bonitas que estava me cansando.

Levantei tomei um belo banho e café. Mesmo com as dores, que diferente das de treinamento, estava me incomodando bem, resolvemos ir a missa.

Domingo comum por aqui, tanto que saimos da missa e fomos almoçar na minha sogra como de rotina. Mas eu pedi pra voltar mais cedo pra poder descansar.

Já em casa, assisti filme, tomei vitamina e as contrações aumentando gradativamente.

O Diogo foi monitorando tudo certinho do meu lado. Enquanto eu trocava mensagens com a doula que ia me instruindo.

Passei a tarde entre respirações, caminhadas pela casa e contrações ainda bem espaçadas.

No fim do dia as contrações estavam menos espaçadas, resolvi tomar um banho para amenizar a dor e deitar um pouco.

Não deu 4 minutos que estava deitada as náuseas vieram. Mal sabia que ia estava em trabalho de parto.

Diogo monitorou as contrações e pimba! 3 em 3 minutos. 18h30 Partiu maternidade.

Passei pelo médico e para a minha alegria estava com 7cm de dilatação e total trabalho de parto.

Do consultório fui direto pra sala de parto. O Diogo veio logo depois com as malas.

Durante todo o tempo fiquei do chuveiro, para a bola, para o banquinho, para os exercícios.

Esperávamos o restante da dilatação e as contrações iam aumentando loucamente.

Dói e anestesia não estava nos meus planos. E nesse estágio confesso que não precisava. Do meu ponto de vista dava para aguentar.

Nesse trajeto todo cheguei aos 10cm de dilatação. Eu já falei que dói? Tá! Muda isso para as dores inexplicáveis e intensas. Dá vontade de gritar ou encarar uma luta de UFC.

Um choque ia tomando meu corpo de tempos em tempos e eu que achava que seria aquela gestante tranquila, gritava de dor.

Sem vergonha alguma, aquele era o meu momento. Eu era a protagonista e era eu que faria o Benjamin nascer. Não era a médica ou outra pessoa, eles eram meus apoiadores. O mérito era “todo meu”.

Eu só conseguia pensar que a passagem Bíblica: “Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores”, era muito real.

A equipe composta por uma médica obstetra Dra. Liz, dois médicos residentes, dois estudantes, um pediatra e enfermeiras era abençoada. Parece assustador ser acompanhada por esse monte de gente num momento tão íntimo. Mas a participação e cuidado de cada um deles foi fundamental.

A todo momento me falavam palavras de apoio, me ajudavam a fazer força e monitoravam o Benjamin com muita atenção. Uma paciência surreal!

Mas como nem tudo é perfeito. Eu fui ficando extremamente cansada e as contrações começaram a espaçar, o Benjamin coroava e eu não conseguia manter o fôlego e a força até a expulsão.

As dores eram intensas e eu comecei a achar que não daria conta. Pedi até a bendita cesária pra ver se ia. Ainda bem que ninguém me escutava.

Mas meus ouvidos estavam ótimos e eu conseguia ouvir o Diogo rezando ao meu lado, segurando a minha mão, me dando toda segurança através de gestos e palavras. A equipe médica também permanecia calma e me dizendo que estava indo bem. Me ensinando como deveria fazer. Essa cena eu nunca vou esquecer.

Porém, com a minha fraqueza aumentando e ainda sem conseguir parir, me lembrei do tal sorinho pesado, a famosa Ocitocina, não relutei e pedi!

Eu sabia que aquilo ia me ajudar, estudei bastante e na minha cabeça ela seria ótima para concluir a fase se expulsão.

As médicas conversaram e me deram uma dose bem pequena o suficiente para eu ir do céu ao inferno em segundos.

Aí o bicho pegou! As contrações passaram de minutos para segundos. Eu mal conseguia andar de uma sala para outra de tão intensas.

Faltava pouco para parir. Então Dra. Liz pediu para colocarem o oxigênio no meu nariz,  me deitou (o que não estava nos meus planos, mas foi ótimo) e me deu o cabo de guerra. Foi uma luta daquelas!

A cada contração eu puxava o cabo com toda minha força e gritava. Do outro lado conseguia ver a médica puxando com mais força ainda, descendo todo o corpo até o chão.

Meu corpo queimava por dentro e eu não sei dizer exatamente a hora que era ou quanto tempo passei ali.

Em um momento senti uma vontade enorme de gritar e expulsar o Benjamin.

Dito e feito! Em questão de segundos meu corpo respondeu meu sentimento e o Benjamin nasceu! Simples assim hahaha

Como num passe de mágica toda dor passou. Da barriga direto para meu colo. Do jeitinho que estava lá dentro.

Era a minha tão sonhada: Golden Hour”. Ainda estávamos ligados pelo cordão umbilical que pulsava aquele sopro de vida. Ele estava ali no meu colo, me olhando. Enquanto o pediatra e a enfermeira aguardavam com muita paciência eu entrega-lo para os primeiros cuidados.

O Diogo ali, rosto a rosto comigo. Nós,o silêncio e nosso filho…

Como Deus é pai!

Sem pique, sem anestesia, sem profissionais induzindo cesária, ao lado do meu marido, apenas com aquilo que pedi. Após 8h de trabalho de parto, com 39 semanas e 1 dia, Benjamin veio ao mundo às 3h33 do dia 30/09/2019, com 49cm e pesando 3,155kg. Meu bebê arco-iris ♡.

Surreal, sobrenatural? Não sei! Só sei que quando vi o Benjamin ali me olhando nos olhos eu esqueci toda dor.

Depois do restante dos procedimentos médicos, me levantei, tomei banho e fui para o quarto ficar com meu bebê que passava pelo pediatra na mesma sala que eu estava.

Realizada! Era assim que me sentia. Empoderada, feliz, protagonista, abençoada  e qualquer outra palavra que expressa alegria!

Dor? Sim, e no meu caso muita
Arrependimento? Nenhum, e se tiver a oportunidade vai ser normal de novo, para terror do marido!

“A mulher que está dando a luz sente dores, porque chegou a sua hora; mas, quando o bebê nasce, ela esquece a angústia, por causa da alegria de ter vindo ao mundo.” (Jo 16,21)

Mulheres não tenham medo! Façam as pazes com a dor que é parte do processo, mas não é o fim. A dor e o sacrifício são caminhos para o céu.

Eu sei que podemos escolher como queremos parir e que a cesária é sedutora. No entanto, se sua gestação permitir, ao menos tente usar seu corpo para parir naturalmente. Você consegue!

IMG-20190930-WA0000

Ah! O que eu mudaria nesse parto:

– Com a correria esqueci  de colocar as músicas para tocar.

– Ficaria mais nos exercícios passados pela doula para facilitar a saída do bebê.

– Tentaria parir na piscina.

Tudo bem, deixo essas questões para o próximo parto!

Ilustrações: Pinterest

 

Mês 9: A grávida de Taubaté

No 9° mês eu tinha a sensação que a minha barriga estava parecendo aquela lua gigante que aparece uma vez em milhões de anos.

Justo eu que chorei tanto no início da gravidez achando que a barriga estava pequena demais.

As últimas semanas de gestação veio acompanhada de tudo de mais estranho que pode acontecer com uma mulher.

Não se engane com esse rostinho sereno e calmo (não que eu estivesse super nervosa) porque eu realmente não estava.

LRM_EXPORT_117053320000431_20191018_013926961

No último mês eu já não encostava mais nos pés e dependia do Diogo para amarrar meus cadarços.

Mas isso era o de menos tendo em vista que no fim do dia os pés estavam tão inchados (não mais do que no pós parto, acredite), que eu nem sabia o que era pé e o que era panturrilha. Viravam uma coisa só!

Por mais que eu trabalhasse sentada o dia todo, chegava em casa exausta e com bastante dor na lombar.

Tem também aqueles choques e dores estranhas na barriga e áreas vizinhas. Culpa da contração de treinamento, que durante o dia ajuda, mas de noite atrapalha.

Falando em noite. Esqueça! Dormir de fato é para os fracos. No 9° mês não tem travesseiro e posição que te ajude a ter uma boa noite de descanso.

Confesso que passava algumas noites caminhando pela casa já que deitada a situação piorava.

Porém, não posso reclamar tanto assim da minha fase grávida de Taubaté. Afinal, a gestação não me privou de nada. Trabalhei até o último dia, fui há todos os lugares que queria ir e me mantive disposta na maioria dos dias.

Tenho que ser justa e grata com Deus e Nossa Senhora que seguraram a barra comigo. Ao Benjamin que não fez a mamãe aqui passar mal, a paciência de Jó do marido, ao médico mara e a doula fofa que me  acompanharam com tanto amor.

Ter uma rede de apoio ao seu lado com família e amigos te dando aquele gás é uma ajuda e tanto.

Seus hormônios estão tão loucos que você faz coisas que nem percebe. E é justamente essa rede que te segura quando o bicho pega.

Decidi fazer todos esses posts contando a minha experiência mês a mês para dizer que o fim da gestação é feito de dias cansativos, mas muito gratificantes.

Sou muito feliz por ter optado por esperar a hora que o Benjamin decidisse vir ao mundo com tranquilidade e paciência.

Nenhum incômodo vale a experiência de ao menos tentar parir naturalmente.

“É tão grande o bem que espero, que todo o sofrimento me é um grande prazer”. (São Francisco de Assis)

Falando nisso se preparem que eu estou escrevendo com muito carinho como foi meu parto.

Semana que vem estará no blog!

Enquanto isso, compartilhe esses posts com as amigas.

Mês 8: 3 anos de gestação pode?

Desde que me conheço por gente, eu sempre desejei ser mãe. O gestar, cuidar, amar estava impregnado em mim. Talvez pelas boas lembranças e relação que sempre tive com a minha mãe, que mesmo com as suas fragilidades sempre foi uma mãe maravilhosa.

Mas o 8° mês veio carregado de medos, sensação que não havia sentido até então. Era medo mesmo, daqueles de tirar o sono.

LRM_EXPORT_117025792172835_20191018_013859433

Eu  não podia ver uma mãe que queria contar a minha história triste: “ai Jesus eu não tenho minha mãe como vou fazer quando essa criança nascer”. Ou fazer inúmeras perguntas, das mais idiotas as mais sábias.

Parir dói? Você ainda consegue se arrumar pra sair? Você se arrepende de ser mãe? Como aprendeu a cuidar de um bebê? Você deixa ele com alguém pra sair com o marido? Tá seguindo os métodos pra ensinar a dormir a noite inteira? Deu chupeta? Deu leite? A recuperação da cesária é terrivel? Depois que o neném nasce bate uma tristezinha?

Quando finalmente ia perguntar algo à uma delas, elas me respondiam com calma e um sorrisão no rosto: “Todo sacrifício vale a pena e mesmo com todas as dores e dificuldades sou muito feliz sendo mãe.”

Tapa na cara dessa geração Nutella da qual me incluo. Como eu pensei em ter um bebê sem passar pelo calvário não é não meu povo?

Depois de me cobrar tanto, precisei respirar fundo, me dar um tempo e voltar pra casinha. 

Aos poucos fui entendo que na hora certa eu teria as respostas necessárias, o resto é segurar na mão de Deus e seguir.
Aquela típica frase motivacional: se tiver medo, vai com medo mesmo!

De fato o 8° mês não foi fácil. Mas me deu uma grande oportunidade de saber meus limites e que não sou tão forte quanto aparento. De perto ninguém é!

Essea dias li em algum lugar que se a maternidade fosse um filme ela seria: “Uma aventura com muito drama, suspense na medida certa, ação do começo ao fim”. 

Eu acrescentaria: com cenas pós créditos intensas!

A verdade é uma só minha gente, coragem e amor para povoar esse mundo!

Mês 7: Esse bebê não vira?

No 7° mês eu poderia escrever “idem 6° mês”.

Se não fosse o desespero de não ter nada pronto, e do Benjamin ainda não ter virado (o que para mim era fundamental já que eu queria parto normal e confesso, estava desesperada com ele sentado). Além do que, haviam me alertado que o bebê poderia nascer a qualquer momento.

Que beleza! Estava bom, só que nem tanto!

Porém, posso dizer que meu ego super elevado ainda dava as caras por aqui! Estava me sentindo linda, disposta e viajada. Já que eu e o Diogo aproveitamos esse boom de disposição para fazer de tudo (que nos convém, sempre).

LRM_EXPORT_117116370607271_20191018_014030011

Todavia, nesse estágio eu comecei a reparar que na questão de organização eu estava bem relaxada.

Logo eu a louca da arrumação! O quartinho do Benjamin estava montado, mas faltavam os detalhes.

A minha mala da maternidade e a dele nem sinal.  As roupinhas ainda não haviam encontrado seus lugares nas gavetas.

E o famosos chá de fraldas então. Nem passou perto!

Até aqui fui uma grávida muito tranquila. Sem desejos mirabolantes, sem complicações (graças a Deus) e com o psicológico controlado na medida do possível.

No entanto, ver que ainda faltavam muitas coisas para organizar e eu ainda não havia me movido, deu um aperto no coração.

Aí meu lado “dona da rotina e organização” entrou em campo. Aos poucos fui deixando tudo organizado.

Quadros na parede, roupas lavadas e guardadas, mala da maternidade quase 100% e documentos separados em caso de alguma urgência.

Menos o chá de fraldas, que nessa altura do campeonato eu já havia desistido. Apesar de saber que ele é bem importante, tendo em vista que um bebê usa fraldas incontáveis e que eu  estava bem disposta, enrolei tanto que deixei pra lá.

Ah! Nesse mês eu agendei o curso de gestante, mas por pura preguiça e por achar que o doctor google salvaria minha vida e minhas dúvidas eu não fui.

Tá aí grávidas são bem geniosas, se encasqueta com alguma coisa, pra tirar da cabeça vai uma bela dose de conversa.

A verdade é que o 7° mês passou mais rápido que o normal.

E eu não fiz o chá e o curso. Por outro lado, as coisas já estão minimamente organizadas. (cara de satisfação).

Logo eu teria o Benjamin no colo. Mas nem gostava de pensar muito nisso porque ai o desespero batia e eu não queria desligar a chavinha de grávida zen.

Aí ai saudades desse tempo que a barriga pesava menos que a cabeça (que pensava em mil coisas ao mesmo tempo).

E você já chegou nesse estágio da gravidez? Conhece alguma mamãe que está prestes a embarcar na reta final?

Então corre para compartilhar esse texto com ela e com outras amigas por aí!

Mês 6: Ego lá no alto

Não tenho dúvidas que o 6° mês foi o cara!

Pelo meu olhar a barriga estava linda e eu estava me achando a mãe garota propaganda.

A barriga não estava tão pesada, minhas roupas antes da gravidez ainda serviam e nada de inchaço, o que possibilitava eu fazer minhas combinações com tênis.

Eu amava me arrumar. Estava radiante!

Não havia ganhado tanto peso e por mais que o Benjamin já tivesse encontrado seu lugar preferido para chutar, eu ainda conseguia dormir uma noite inteira. E tardes, se fosse possível.

Nada de enjoos. Cansaço exagerado ou outros incômodos.

Gestação nota 10!

Aproveitei esse gás para passear muito. Viajei, andei para cima e para baixo. Fui à muito a lugares e trabalhei muito também!

Se eu pudesse congelar algum momento da gestação com certeza seria esse.

LRM_EXPORT_146498780362139_20191019_021604802

Dá pra ver pela pose da foto né? Tô me achani!

Sim, a gestação é projeto divino, no entanto não é sempre que você se sente linda com a sua nova forma e bem disposta com tantas mudanças.

Por isso, toda brecha que houver com sentimentos bons, como os que eu sentia, é motivo para comemorar.

Se você está se sentindo bem disposta e pelo olhar do seu médico está tudo oka. Então se joga!

Vá tomar aquele café na sua padaria preferida. Viaje para algum lugar bacana, esteja entre amigos e aproveite muito a companhia do maridão.

Mas, mamãe não se julgue se você esta se sentindo um caco e ainda faltam uns bons meses para seu bebê vir ao mundo.

Nesse caso descanse! Cobre aquela massagem prometida há dias, coloque seus pezinhos para cima, tome um belo banho e um chá (que tenha sido liberado pela nutri, claro).

Lembre-se, cada mulher e cada gestação são  únicas!

Mês 5: O drama da barriga

Passado a adaptação inicial.
Sim, ela precisa acontecer com toda mulher, mesmo que essa sempre tenha desejado ser mãe como era o meu caso.

No 5º mês eu dei espaço para as “nóias” que acompanham a maternidade e a minha era bem louca!

Encasquetei que a minha barriga não estava crescendo. Eu achava que estava com algum problema de saúde ou pior, deixando o bebê desnutrido.

Para esses momentos de surtos eu recorria ao meu super caderninho de anotações. Que geralmente ia super carregado para a próxima consulta. Coitado do meu doctor! hahaha

Naquele mês eu já entrei na sala do Dr. Zapa com os olhos cheios de lágrimas falando que a minha barriga não estava normal. Se era possível eu estar perdendo algum líquido ou sei lá.

E ele riu. Riu não, ele gargalhou e o Diogo também.

O médico me explicou que o tamanho da minha barriga estava normal, que de acordo com os exames estava tudo bem bem e que cada mulher se desenvolvia de uma forma.

Culpa da genética e da quantidade de comida.

Aliás, no 5º mês eu topei com aprendizados bem úteis.

20190517_181205Ahhh! É um menino! Descobrimos no ultrassom do 5º mês que nosso bebê era um garotão!

Precisamos filtrar as informações da internet e os palpites alheios. Até porque algumas pessoas quando descobrem que a outra está grávida vira especialista.  Alguns comentários não ajudam em nada. Então, releve.

Que nem todas a gestantes passam mal, têm náuseas ou algo do tipo. Eu mesma, não sofri com nadinha disso! Passei os primeiros meses bem tranquila. Tirando o sono, claro!

Se você maneirar bem na comida poderá usar suas roupitchas e não gastará dinheiro comprando roupas de gestante. Além de ganhar parabéns do médico! E entender que você não vai morrer caso não coma aquele doce.

A verdade é que o 5º mês foi aquele divisor de águas onde eu aprendi que: a mãe sou eu. preciso manter a cabeça no lugar por mais difícil que pareça, tenho dois ouvidos para filtrar, pesquise mas se certifique com o seu médico.

E curta! aproveite essa barriga de boas porque ainda tem longos meses pela frente!