Mês 4: Toda confusa

Resolvi fazer fotos mensais da barriga para ver as mudanças. No entanto, decidi isso tão de última hora que fiz a foto do jeito que estava. Nem pensei nos detalhes, fui lá e fiz!

Melhor que nada vai!

Eu disse tudo isso para te mostrar que o inicio de uma gestação é sempre uma confusão na cabeça da mãe. Ao menos na minha eu tinha a sensação que todos os parafusos da minha cabeça sumiram de uma vez.

A verdade é que eu nem havia pensado direito em qual passo daria após descobrir que um serzinho estava crescendo dentro de mim.

20190501_135716.jpgPorém eu fazia questão de registrar esse momento, pois ele reunia duas questões importantes:

1- Será que eu vou dar conta de viver a gestação e cuidar de uma criança?
2- Eu quero a minha mãe! (grito desesperado)

Coisa de doido, eu sei!

Desde que vi aquele sinalzinho de positivo milhões de dúvidas passaram a povoar a minha mente. Eu nunca cuidei de uma criança na vida!

E no meu caso, a ajuda da mãe não aconteceria. Claro que eu poderia contar com outras pessoas da família. Todavia, aquele texto bonito que fala: “enquanto todos olham o bebê, a mãe da ex gestante olha a filha…”.

Não ia rolar!

Para mim isso pesou muito internamente, até mesmo porque ser avó era um sonho da minha mãe. E apesar de aceitar muito bem a morte dela, com a loucura desses hormônios todos eu fiquei um pouco melancólica.

Mas passou!

O 4º mês de gestação foi pura descoberta e sono!

Descoberta das pessoas ao meu redor, que aos pouquinhos ficaram sabendo da novidade.

Descoberta de tudo que meu corpo seria capaz de fazer durante esse período.

Descoberta de como a nossa cabeça manda em todo resto mesmo!

Como o começo de tudo na vida, transitei entre a euforia e o medo, não sabia exatamente onde “amarrar meu burro”, então a partir dessa primeira foto resolvi viver a gestação da forma mais tranquila possível.

Se deu certo? Espere os próximos posts para saber!

Agora, se tiver mamãe ai do outro lado da tela deixa nos comentários como foi ou tem sido viver esse comecinho. Se você ainda mantém a gestação em segredo, não some daqui não porque ainda temos muito o que partilhar e compartilhar!

Conto com vocês!

Beijo da mamãe que escreve e balança o carrinho com o pé. No 4º mês eu nem sabia que seria capaz de tamanha proeza. hahahahah

 

Cada gravidez é única

Mamães, futuras mamães e mulheres no geral, esse é um recado especial para vocês que eu tive que martelar muito para pode colocar na minha cabeça dura.

Cada gravidez é única. E isso serve até para as mulheres que tiveram mais de um pimpolho. Pode perguntar para elas caso ainda tenha dúvida.

Não tem como comparar, moldar ou desejar uma gravidez igual a da vizinha ou amiga da amiga.

E agora eu posso dizer isso porque como mamãe arco-íris sei bem que cada gestação tem lá suas diferenças.

A verdade é que passado o susto inicial, comecei a organizar a minha mente para viver essa gestação da forma mais saudável possível.

E a primeira atitude que tomei foi não comparar a minha gestação anterior com essa. Até porque, apesar de compreender que meu primogênito está no céu, é dolorido (ao menos para mim) pensar que algo de ruim poderia acontecer novamente.

Tomada essa decisão, era hora de controlar meus instintos de jornalista investigativa para não fazer pesquisas além da conta.

Eu leio muito, assisto documentários, levo listinha com dúvidas para o médico, converso com outras mães, rezo. E, claro, mantenho a atenção redobrada com a minha saúde física, espiritual e psicológica.

Mas não se iludam, pois bem rolava uns lanches, sorvetes e batata frita por aí! Fazer o que se todo mundo oferece comida para a grávida?

Sempre tive comigo que o equilíbrio é a alma do negócio e durante a gestação não poderia ser diferente.

Fui agraciada com um primeiro trimestre muito tranquilo. Não tive enjoos, náuseas, incômodos. Só um sono surreal! Meu amigo, não podia olhar pra mim que eu já estava cochilando.

E estou falando isso logo de cara porque é uma pergunta obrigatória quando alguém descobre que você está grávida: “mas você não está passando mal?”

Não, eu não passei mal durante as 39 semanas e 6 dias de gestação. Tirando a parte do trabalho de parto que é outra história.

E estou dizendo isso logo de cara para que você entender que é única. Seu corpo é único e tudo o que acontece com ele também é muito particular.

Conheço muita gente que passou mal até o último segundo do bebê na barriga. Pessoas que não sentiram nada e outras que ficaram metade metade.

Não dá pra adivinhar em qual fila você vai entrar. O negócio é se cuidar e levar cada momento difícil como um sacrifício pela vida que você carrega.

A verdade é que não existe vídeos na internet ou livros gigantescos que explicam esse tempo de espera.

E logo você vai aprender que na realidade esse período s+o quem entende é você, Deus e o bebê. Desculpa aí maridos!

Deu positivo e agora?

Alou alou que tem mamãe por aqui.

Sim, inconstante que sou, deixei o blog meio de lado enquanto vivi intensamente a gravidez. Mas agora, com o Benjamin bem de olho em mim, resolvi contar para vocês como foi experimentar essa dádiva louca que é ser mãe.

E você vai poder acompanhar por aqui cada fase, dúvida, alegria e surto! Claro que rola uns surtos de vez enquanto.

Tô grávida!

A maternidade sempre esteve entre os maiores sonhos da minha vida.
Antes mesmo de ser uma profissional bem qualificada ou especialista em determinado assunto.

Na minha mente (semi) organizada, esse sonho seria realizado entre 24 e 26 anos, afinal, eu tinha estrutura física e financeira para tal.

Ao menos era isso que eu achava.
No entanto, contrariando todos os meus planos, o sonhado bebê não passou nem perto nessa idade.

Aliás, esse foi o tempo que eu mais estudei, trabalhei e me dediquei a cuidar de mim.

Que bom que tive essa oportunidade, pois ela gerou grandes reviravoltas na minha vida.

Com o passar dos anos, quando achei que havia engavetado o sonho da construção familiar, chegou o pedido de casamento.

Dessa vez não me organizei mentalmente. Me casei aos 28, para alguns meio tarde, para outros rápido demais.

Na minha humilde opinião, no tempo exato!
Sobre o casamento em si eu já contei em outros posts! Só clicar e ler aqui.

Para quem não sabe, vivemos o Método Billings – uma técnica natural para identificar o período fértil e infértil da mulher – no casamento, além disso, vale ressaltar que e eu e o Diogo somos totalmente abertos a vida.

Por isso, com quatro meses de casados descobrimos a gravidez!

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Pensa numa pessoa assustadoramente feliz?
Sim. Essa sou eu!

Como não tive sintomas, a gravidez foi descoberta através do MOB e logo nas primeiras semanas.

Mil planos povoaram a minha mente, mas um pouco antes de completar o terceiro mês de gestação sofri um aborto espontâneo.

Perder algo que você deseja muito dói. Aliás, perder já é naturalmente doloroso. Não aprendemos a lidar com isso e o sofrimento se torna algo inerente do ser humano.

Mas ao mesmo tempo que sofri, me surpreendi, pois descobri em mim uma força que vem totalmente de Deus e quando menos esperei estava pronta para seguir a vida.

No meu ver isso se chama confiança em Deus e com o tempo tenho aprendido a confiar cada vez mais.

O tempo passou, a vontade de ser mãe não. Então depois de um tempo seguindo o método bem certinho, decidimos dar uma “esquecida” nas anotações e deixar Deus fazer.

E Ele fez!

Um tempo depois que retornamos de Portugal, passado toda loucura, prestei mais atenção nó que meu corpo estava falando e notei um atraso na menstruação. Que até então havia passado batido. Eu sempre tive um ciclo meio louco, o que só contribuiu para a minha distração.

Claro que isso já me deixou intrigada, porém dá aquele medinho de acontecer tudo de novo ou ser o tal alarme falso.

Preferi esperar mais tempo e aprofundar nas orações. Sou apaixonada na história de Santa Gianna, e claro passei a contar com a sua intercessão.

Meses se passaram, a dúvida continuava ali acompanhada de uma boa dose de susto. Então decidi fazer o teste de farmácia!

Aquele sinalzinho de positivo apareceu. A alegria tomou conta do meu coração, mas eu queria mais. Apesar de sentir que era real, eu precisava de mais uma confirmação.

Fiz o exame de sangue. Positivo mesmo! Mulher de pouca fé, eu sei.

Logo liguei para o meu médico anjo da guarda, fiz os primeiros exames e sem nem imaginar pude ouvir o coraçãozinho daquela demonstração do amor de Deus que chamamos de filho.

Ficamos em êxtase. A alegria e o amor são tão instantâneos que o medo ficou pequeno perto daquele milagre.

A incerteza de como seriam os próximos meses nem se comparava a tudo que Deus estava fazendo por nós.

Sim, a partir dali nesse mundo seríamos três e nosso anjo intercedendo lá no céu.

Assim que tudo estava confirmado e tivemos a certeza que nosso bebê estava bem, contamos para a família, amigos mais próximos e no meu trabalho. Aliás, esse último ponto merece um post único para contar como foi dar a notícia no trabalho novo!

A vida é mesmo muito louca! Depois que você vê aquele sinalzinho de +, parece que você perde completamente a noção de tudo. A vida muda, os objetivos, os sonhos…tudo muda!

Quanto ao “e agora?” já vou logo te dizendo que ele irá te acompanhar por muuuuito tempo!

Então, se tem um baby a caminho respire fundo e aproveite. Se você é tentante, não perca a fé e se um bebê ainda não está nos seus planos, já vai preparando seu coração.

Ah! Me conta aí nos comentários em qual dessas fases você está!

30 anos e realizei um sonho!

30tei! E como já haviam me alertado, tive o meu tempo introspectivo para pensar: “caraca já vivi tudo isso”!

Esse meu momento de reflexão me fez pensar em quantas coisas tenho aprendido sobre a minha essência desde que eu decidi por Jesus.

Que fique claro que não quero impor a você que está lendo esse texto, ser igual.

Minha intenção é mostrar que pra mim as coisas mudaram. Pela graça de Deus, mudaram para melhor.

Sempre sonhei em ser dona de casa, cuidar do marido, dos afazeres do lar e dos filhos.
E hoje tenho a graça e alegria de viver tudo isso!

Não vejo nada de errado em passar, lavar, organizar. Em colocar comida no prato do meu marido e em servi-lo com zelo e cuidado.

Eu vim para servir e não para ser servido. Porque o reino de Deus é para os humildes.

Quanto aos filhos, com responsabilidade, quero cuidar e amar, sejam eles quantos Deus mandar. Aliás, não temo a quantidade, mas ressalto a importância de poder aduca-los na fé. Assim como eu também fui educada.

Além disso, sou profissional. Jornalista formada, com especializações e experiência na área. Sei como é a vida dentro de uma empresa e me dedico para ser uma profissional cada vez mais capaz de exercer com qualidade a minha função.

Também sou serva de Deus, meu sonho é levar o amor dEle para o maior número de pessoas que conseguir.

Me esforço para ser fiel a minha vida de oração,  a viver no dia a dia aquilo que tanto prego e a participar das ações da paróquia onde  frequento.

Ainda assim, consigo tempo para cuidar de mim, da minha feminilidade e me sentir bem comigo mesma.

Isso tudo sem deixar de acolher aqueles que amo, minha família e meus amigos.

Analisando tudo, percebo que aquela frase: quem quer dá um jeito, quem não quer arruma uma desculpa é bem real.

E viva os 30 que virou um post de desabafo, mas tudo bem, a gente releva!

E você, quais os sonhos que você tem para sua vida?

Já chegou nos 30 e ainda não realizou? Vai que dá tempo!

Deixa ai nos comentários!

Tem algum filme que mexe com você?

Uma pausa nos posts sobre castidade para falar sobre um assunto bem sério!

Você já parou para pensar em como as coisas externas podem influenciar a sua forma de ver o mundo?

Eu já! E posso dizer que filmes e livros são algumas coisas que me ajudam a abrir os olhos para muitas coisas!

Pensando nisso resolvi escrever sobre o filme Superação: O Milagre da Fé, que assisti no cinema depois de muita luta pelos ingressos (já que as salas estavam sempre lotadas, uma surpresa confesso).

Prepare os lenços, porque até os mais durões vão deixar uma lágrima escorrer quando assistir.

Não é novidade para ninguém que eu sou católica e busco nutrir a minha vida espiritual e intelectual através dos livros, músicas e filmes (em sua maioria) cristãos. Dessa forma, acredito que me alimento de informações que vão me ajudar a crescer não apenas espiritualmente, mas em todas as vertentes da vida.

Com base em tudo que tenho vivido eu sei que a minha fé não me divide em duas pessoas: a Pâm que vai à Igreja e a Pâm no dia a dia.

Somos um em qualquer lugar e exatamente por esse motivo decidi escrever a minha visão sobre o filme que deu aquela balançada no meu coração.

Se você ainda não assistiu, já digo: Cuidado com o spoiler. Prometo não contar muito, mas preciso fazer você mergulhar profundamente nesse roteiro.

A trama

filme2712_cpO filme é baseado em uma história real, que deu origem ao livro “The Impossible”, escrito pela própria mãe do protagonista John, Joyce Smith. Se trata da história de uma família cristã, cuja mãe sofre com aquela bela fase da adolescência do filho adotivo, mas em todos os momentos luta para conquistar a amizade e confiança do garoto.

Com o nome já diz, todo o enredo do filme gira em torno de uma temática cristã, provavelmente evangélica. No entanto isso não quer dizer que você católico, espírita, umbandista ou ateu não deva assistir.

Pelo contrário, independente daquilo que você crê, vale a pena!

O ponto alto do filme acontece quando John, durante um passeio com os amigos, cai em um lago congelado no Missouri passando mais de 20 minutos imerso na água.

Praticamente todos perdem as esperanças, médicos, amigos e até o pai. Para o garoto sobreviver só um milagre mesmo.

Eis que a sua mãe, com muita confiança em Deus. ora pedindo o sopro do Espírito Santo e o menino volta à vida, ainda muito debilitado, ficando entre a vida e a morte durante dias.

A convicção de Joyce sobre a recuperação de John é tanta que inspira as pessoas ao seu redor a continuar rezando pelo menino. E uma grande corrente de oração se forma pedindo essa graça.

Porém, durante esse processo, até mesmo ela passa por desafios internos em seu relacionamento com Deus.

Basicamente a história é essa. Claro que assistindo você terá uma visão bem mais ampla de todo o contexto.

Clique aqui e veja o trailer!

Apresentação feita é hora das minhas considerações. Lembrando que não sou crítica de cinema, apenas uma palpiteira fazendo propaganda daquilo que achou realmente muito bom.

Vamos aos pontos:

1 – Igrejas, assembleias, templos… Tudo é formado por seres humanos e, consequentemente, erros, pecados e diferenças estarão presentes você gostando ou não. Aprender a conviver com elas pode te ajudar a conhecer verdadeiramente o coração do outro e  ver que você também não é tão “puritano” quanto pensa. Já disse Jesus: “Quem não tem pecado que atire a primeira pedra”.

2 – Cuidado com a soberba, vaidade e arrogância. Todos estão sujeitos a serem seduzidos por essas características estando ou não dentro da Igreja. No trabalho, na faculdade ou em casa, qualquer um pode ser levado por isso em algum momento. Quantas vezes pensamos que somos os melhores em algo? Aquele que reza muito, que prega muito, que canta muito? A falta de humildade não nos aproxima de Deus, ao contrário, nos afasta dEle. Temos que ter cuidado com aquilo que seduz o nosso humano, para não sofrermos as consequências das nossas escolhas e atitudes depois.

3 – Não foi apenas a fé de Joyce que foi fundamental par a recuperação do filho, mas também tantas pessoas que trabalharam, rezaram e uniram seus pensamentos para a melhora do menino. É aquela frase bem clichê: “A união faz a força”.

4 – Gentileza gera gentileza e você precisa colocar isso em prática já! Num momento de desespero como no filme perdemos totalmente a noção e, muitas vezes, achando que somos os donos da verdade passamos a tratar as outras pessoas de forma grosseira. Isso não nos acrescenta nada, não faz o doente se recuperar e muito menos o outro te ajudar. Eu sei que é difícil, mas precisamos nos esforçar ao máximo para nunca perder o respeito, gentileza e cuidado ao falar com as pessoas.

5 – A palavra desculpa precisa ser usada. Em certo momento do filme os pais de John se desentendem. A mãe porque deixou a arrogância prevalecer e o pai porque não conseguiu ficar dentro do quarto com o filho. No entanto, quando perceberam o erro que estavam cometendo não se envergonharam em pedir desculpas. E como isso é necessário para vivermos melhor ao lado daqueles que amamos.

6 – Deus tem um propósito para todos! Um milagre aconteceu na vida do menino e eu não sei qual o propósito de Deus para ele, mas existe. Outras pessoas morrem e questionamos o Senhor “porque eles não foram salvos?”. Eu já perguntei e hoje posso dizer que os propósitos de Deus são individuais. Quando minha mãe faleceu, demorei a entender que o milagre também foi feito ali, quando Deus tirou dela toda dor e sofrimento. Ali também havia um propósito, algo que somente ela conheceu. Se empenhe em encontrar o seu.

7 – E para finalizar deixe Deus ser Deus. No filme Joyce esbravejou: “Se não fosse por mim, meu filho não estava vivo!” Ops! Por ela ou por Deus? Claro que ela foi o canal quando orou pela recuperação do filho, porém, quem fez o milagre foi Deus. Aqui mais uma vez entra a nossa vaidade e, por isso, insisto que precisamos ter cuidado com ela. As orações dela e de tantas outras pessoas foram importantes? Sim e muito! Mas Deus só fez quando ela entregou verdadeiramente aquilo que estava no coração nas mãos do Senhor.

O filme Superação: o milagre da fé é um sacode para tantas vezes que entregamos nossa vida pela metade nas mãos de Deus. Confiando e desconfiando sabe? Talvez por isso tenha mexido tanto comigo, porque eu mesma fico com a pulga atrás da orelha em algumas ocasiões.

Por isso, fica aqui a minha dica: Assista!

E depois que isso acontecer venha dividir comigo a sua opinião sobre o filme. Vamos partilhar as boas informações! Compartilhar conhecimento enche a nossa mente e coração de coisa boa!

Ah! Só um pequeno detalhe.  Acho que o pastor está certo ao dizer que a juventude precisa de um “som mais alto” para abrirem o coração pra Jesus. Vamos usar nossa música, vídeos, dança, palavras… todos nossos dons para trazermos cada vez mais jovens pra perto de Deus!

Espero você no próximo post! Não se esqueça de compartilhar com seus amigos heim!

 

Namoro santo, ele existe!

Na semana passada demos o primeiro passo para descobrir a verdadeira essência da castidade. Vimos o que ela significa, como ela pode mudar a nossa visão e como iniciar a busca por essa virtude.

Se você chegou primeiro nesse post, sugiro voltar uma casa, clicar aqui: Solteiros vivem a castidade? E conhecer o “basicão” dessa virtude. Mas depois volta para cá heim!

Conhecer a castidade na vivência de um namoro e/ou noivado é importante esteja você vivendo ou não esse período. Sendo assim, solteiros de plantão continuem por aqui.

Bom, mas vamos ao nosso assunto principal. Quero que você entenda como é viver a castidade no tempo de namoro com base naquilo que eu mesma passei.

Conheci o Diogo na missão Jovens Sarados, nós dois já vivíamos a castidade, eu durante 2 anos e alguma coisa e ele há 5 anos. Nos aproximamos como amigos, encontramos questões em comum dentro e fora da missão e com o passar do tempo percebemos um sentimento diferente um pelo outro.

Mas, diferente do que aconteceria se vivêssemos de acordo com as “normalidades” do mundão, nós procuramos um casal, falamos sobre a nossa intenção e iniciamos o caminho de namoro.

O caminho de namoro não acontece apenas no Jovens Sarados, mas em outros grupos de oração e missões também. Trata-se de uma proposta para que Deus abençoe a nossa escolha e nos mostre algo diferente do que o mundo nos prega.

Esse não é o tempo de ficar, beijar, andar de mãos dadas ou ter conversas íntimas. É tempo de conhecer a essência do outro, saber a sua história, seus sonhos, fortalecer a amizade e, com o passar do tempo, discernir juntos se estão prontos a dar o próximo passo que é o namoro.

Nós vivemos o caminho de namoro durante 2 meses. Colocamos como propósito intimidade com Deus, então frequentávamos a missa diária juntos, vivíamos a vida missionária e aos poucos fomos nos conhecendo.

Quando decidimos que estávamos prontos para dar o próximo passo (juntamente com o casal que nos acompanhava) iniciamos o namoro. E foi lindo! s2

Esperar pelo primeiro beijo, sabendo que ao seu lado tem alguém que te respeita e que não vê apenas o externo é maravilhoso.

Hoje entendo que o caminho de namoro foi fundamental para construirmos a relação que temos. No entanto, sabemos que a fase do namoro não é fácil (principalmente com tantos hormônios e influências externas), mas também não é um bicho de sete cabeças.

Todavia, você precisa ter em mente que namoro é tempo de conhecer o outro. Ainda não é o tempo para carícias, abraços apertados, beijos demorados e, muito menos sexo.

Até porque não é assim que você costuma conhecer pessoas novas né?

Namoro santo é decisão e para nós esse era o foco do relacionamento. Não queríamos nos ferir ou ferir o outro caso o namoro terminasse.

“Uma casa de namorados castos semeia doação e respeito e colherá santidade e maturidade cristã”

Por isso, juntos definimos algumas regras que nos ajudaram muito a afastar os desejos e tentações que são naturais de todo ser humano, até porque, se você não sente atração pela pessoa que está ao seu lado é importante você repensar algumas questões.

P.S. Apenas uma pequena observação, viver a castidade no namoro não significa que você deve ser totalmente afastado de beijos e abraços (se isso acontecer deve ser de comum acordo entre o casal). Essa demonstração de afeto é saudável. Além do que, a atração física é natural, tanto que a falta de atração física entre o casal é tão preocupante quanto a atração incontrolável. Lembremos que a castidade não é uma forma de reprimir algo, mas é autodomínio e entrega do nosso desejo ao Espírito Santo.

Mas vamos aos nossos critérios:

  • Continuamos indo à Missa diária. Primeiro porque a comunhão diária nos fortalece e nos ajuda a viver a castidade em sua plenitude e também era um bom momento para conversarmos com o padre que nos ajudou bastante.
  • Também incluímos jejum, penitência e mortificação para vivermos a nossa decisão conforme a vontade de Deus e exercitar o nosso autocontrole diante dos obstáculos.
  • Evitamos ambientes e ocasiões de pecado. Nada de ficar em casa sozinhos ou de demorar horas para descer do carro. Tanto que o Diogo me deixava em casa e eu me despedia dele do portão. Parece bobeira e até engraçado, mas é muito útil.
  • Atenção com as roupas. Nunca ia me encontrar com o Diogo com roupas curtas, decotadas ou que estimulasse ele visualmente. Todo mundo sabe que os estímulos visuais são uma das principais características para ativar o desejo masculino. Sabendo disso, não queria ser para o Diogo uma ocasião de pecado e muito menos expor algo que ele veria só depois do casamento. Radical eu sei. Mas eu continuo achando essa questão uma das mais importantes no período de namoro e noivado.
  • Nada de conversinha mole e abraços apertados ou beijos “quentes”, afinal, diante disso nosso corpo pode reagir involuntariamente e não vamos ser bobos, sabemos que apagar o fogo quando está queimando não é tão fácil quanto parece. Melhor evitar!
  • Não dar brechas para o “até aqui tudo bem”. Um dos motivos que nos faz cair na castidade é relevar certas coisas achando que somos fortes e conseguimos parar antes de chegar no ponto máximo. Porém, como disse ai para cima, na hora que acontece a nossa decisão fica bem pequena diante de tantos estímulos biológicos e psicológicos. Não teste seus limites!
  • Lembrar sempre da nossa decisão de viver a castidade. Fazer memória da beleza dessa virtude, nos alegrar por cada passo que damos e perseverar juntos torna essa vivência algo bonito e leve.

Assim, vivemos a castidade até o nosso casamento, foram quase 2 anos lutando diariamente para não dar espaço para as influências externas e internas. Uma luta onde alguns dias são difíceis e outros mais fáceis. Mas que vale tanto a pena que eu nem consigo descrever.

Quando vivi na pele a essência da castidade eu percebi como ela é importante independente se o namoro seguirá até o altar ou não. Pensava em como eu teria evitado frustrações, tristezas e feridas se tivesse optado em viver a castidade antes.

Hoje já não me culpo mais, pelo contrário, me alegro e agradeço pela oportunidade de viver a castidade no meu namoro e também no noivado.

Enxergando essa virtude com um olhar de quem experimentou, consigo lembrar bem de uma formação onde falaram que: “A castidade no tempo de namoro é a continência sexual e admite as demonstrações de carinho e respeito que não ofendam o sentido de doação. Se quisermos ter um namoro santo, teremos de ter o seguinte objetivo: levar o outro para Deus. Se ao terminar o namoro, o parceiro for mais santo, atingimos o objetivo”.

Não esqueça de deixar seu comentário, mandar esse post para aquele casal de amigos que estão namorando e voltar porque semana que vem tem mais castidade por aqui!

Solteiros vivem a castidade?

Chega de vai e volta por aqui.
Dessa vez quero começar a postar para vocês um assunto que – por incrível que pareça – ainda é tabu para muitas pessoas: a castidade!

Isso mesmo, essa será a primeira maratona que veremos aqui no blog.

Vou dividir em posts separados como é viver a castidade no tempo de solteiro, namoro, noivado e casados (sim, os casados também vivem a castidade e vocês vão entender como).

Depois que passarmos por todas essas etapas, vamos trazer mais assuntos bacanas e bastante informação para vivermos a vida de forma leve e consciente. Sem desrespeitar o nosso corpo e, também, aquilo que Deus espera de nós.

E você pode aproveitar e deixar nos comentários ou me mandar um e-mail sugerindo mais assuntos para conversarmos.

Então bora ao que interessa?

Pensar em viver a castidade quando estamos solteiros pode parecer piada, afinal, não temos ninguém mesmo, sendo assim, fica mais fácil não ter relações com alguém.

Exatamente por nutrirmos esse pensamento, precisamos entender do princípio o que é a castidade e como ela acontece e influencia a nossa vida.

A castidade é uma virtude que pode ser vivida em qualquer estado de vida, como disse na apresentação desse post, do solteiro ao casado.

E essa virtude é tão importante que está integra os 10 mandamentos: “não pecar contra a castidade” e, além disso, o próprio Senhor nos pede, em vários momentos do Evangelho, para vivermos essa virtude durante toda a nossa vida, como em 1Tessalonicenses 4, 3-5.7-8.

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que eviteis a impureza; que cada um saiba possuir seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem a Deus. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Por conseguinte, desprezar estes preceitos é desprezar não a um homem, mas Deus, que nos deu o seu Espírito Santo”.

No site da Canção Nova também tem uma explicação bem bonita sobre a castidade: “A castidade é a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade, sabe promovê-lo para a sua mais plena realização. A castidade, então, é a proteção, a defesa de nosso maior tesouro: o amor. Assim, a virtude da castidade não pode ser ‘entendida como uma virtude repressiva, mas, pelo contrário, como a transparência e, ao mesmo tempo, a guarda de um dom recebido, precioso e rico, o dom do amor, em vista do dom de si que se realiza na vocação específica de cada um”.

Resumindo. A castidade não é apenas se abster do ato sexual e guardar a sua virgindade para o matrimônio, mas é cuidar do seu bem mais precioso o amor. Por isso, viver a castidade é estar atento, também, dos pensamentos, dos olhares, das palavras e, até, da forma que andamos e tocamos as outras pessoas.

Entendido o que é a castidade, preciso te falar que, muitas vezes, é exatamente por essa falta de conhecimento que vivemos as nossas experiências sexuais ainda muito novos e, geralmente, solteiros.

Você não precisa ir muito longe para conhecer pessoas que perderam a virgindade novos ou com pessoas que nunca mais viram. E posso garantir que muitas dessas pessoas, sendo homens ou mulheres, se condenam e alimentam uma tristeza interna por sentir que errou ao deixar que os desejos carnais dominassem a sua essência.

Eu sou prova disso.

Tanto que quero compartilhar com vocês como foi para mim viver a castidade durante o tempo que estive solteira.

Decidi viver a castidade aos 26 anos, após um relacionamento de 7 anos. Isso aconteceu quando tive meu encontro com Deus (no particular mesmo) durante o Maranathá um retiro espiritual organizado pelos Jovens Sarados. Ali comecei a compreender que eu precisava ter um olhar diferente para mim. Me olhar no espelho e ver algo mais, cuidar de mim com mais amor.

Mas claro que isso não foi do dia para a noite. Primeiro precisei entender o que era a castidade e porque eu nunca soube o que era. Depois passei a compreender que mesmo não sendo mais virgem eu poderia decidir por viver essa virtude partindo daquele momento.

Foi um processo doloroso de muita oração, cura interior e aceitação. Tudo isso foi fundamental para os outros passos que dei e, também, para aprender a me amar, me aceitar e me respeitar.

Claro que desde que me decidi eu não me relacionei com mais ninguém e evitava qualquer tipo de tentação que prejudicasse a minha escolha. Não tinha espaço para conversinhas, olhares ou “ficar”. Muitas pessoas simplesmente desapareceram da minha vida, no entanto, eu estava certa e não queria no meu caminho em busca da castidade nada que ferisse ou influenciasse a minha opinião.

E te garanto, passando o baque inicial viver a castidade enquanto estamos solteiros se torna algo fácil, entretanto, para isso acontecer eu criei novos hábitos na minha rotina. Dá uma olhada:

  •  Busquei ter mais intimidade com Deus e passar mais tempo a sós com Ele. Estudava a Bíblia, frequentava a missa diária, rezava o terço, assistia pregações e participava ativamente das ações da missão JS e da paróquia;
  • Procurava testemunhos de pessoas que vivem a castidade e conversava com pessoas que também decidiram viver essa virtude;
  •  Passei a me dedicar mais ao trabalho, sendo prestativa e uma boa profissional;
  •  Também comecei a estudar coisas novas, fazer cursos online e acrescentar experiências no meu currículo;
  •  Tirei um tempo para fazer coisas que eu gosto: ler, tomar um café ou chá na padaria,
  •  E como não pode faltar (já que precisamos liberar a tal endorfina) inclui atividade físicas na minha rotina e, também, algumas sessões de terapia.

Assim, fui seguindo a vida e a cada dia conquistando mais maturidade e alegria pela minha decisão.

Vivi a castidade durante 3 anos, nesse período pude vivenciar a virtude em todos os tempos que vamos conversar por aqui. Hoje posso dizer que foi a melhor escolha da minha vida.

Mas eu sei que muitas mulheres sonham em casar e ter filhos, que às vezes pode parecer que a idade e o fato de viver a castidade pode ser um obstáculo para a realização desse sonho.

Todavia, essa não é a verdade!

Se você confia e vive essa virtude de maneira natural e feliz você encontrará alguém que também escolheu a castidade e quer ao lado dela uma pessoa que leve essa decisão adiante.

O que não pode acontecer é desesperar e enfiar os pés pelas mãos achando que toda gentileza já é um passo para o altar.

Muita atenção com a carência heim?!

Tudo acontece no tempo certo que é o tempo de Deus.

Comigo pode ter sido “rápido”, mas sei de pessoas que esperaram 5, 10, 15 ou ainda estão esperando pela pessoa certa.

Viver a castidade enquanto estamos solteiros nos ajuda muito a saber esperar a pessoa que estará ao nosso lado pelo resto da vida.

O meu tempo de espera me mostrou que a castidade é como um remédio que cura nossos corações machucados pelo pecado e pelas escolhas do mundo. Ela nos devolve a liberdade de amar o outro inteiramente, mesmo diante dos seus defeitos e sermos amados da mesma maneira.

Essa virtude nos ensina um amor diferente, não aquele onde vemos o outro como um objeto de prazer e realização pessoal, mas um amor capaz de amar o outro por si mesmo.

Por isso te falo, se você decidiu viver a castidade não desista no primeiro obstáculo, não pense que a sua história não merece essa alegria ou que você já passou da idade para começar.

Não escute piadas, risadas e julgamentos. Dê ouvidos ao seu coração e ao que Deus te fala através desse desejo que é cultivado a cada dia.

Se você está solteiro, no tempo de espera, viva a castidade como uma prova de amor a si mesmo, um cuidado de Deus para você, como uma joia que espera o momento certo de ser entregue para alguém especial.

E não esqueça, se você estiver com alguma dúvida ou dificuldade deixa aqui nos comentários. Se conhece alguém que não sabe o que é a castidade e queira entender melhor compartilhe este post com ele.

Fique atento ao próximo post que já já chega!

Se dê o direito de ser fraco

Quando decidi “largar tudo” e me mudar para Lisboa (PT) ouvi de muitas pessoas “parabéns pela coragem“.

Na minha cabeça era apenas uma maneira diferente de dizer tchau, porque na verdade nem precisava ter tanta coragem assim. Era se organizar e ir.

Afinal,  a saudade a gente mata com a tecnologia.

A verdade é que durante os dois primeiros meses foi bem assim. Clima novo, cidade nova, casa nova. Correr atrás de todas as burocracias e, entre uma descoberta e outra, tomar um delicioso café.

A saudade era pouca e constantemente conseguia sanar nas breves chamadas de vídeo com a família e alguns amigos.

Contar como os dias aqui eram legais e lindos pautava o início das conversas. E definitivamente, Lisboa tem muitos encantos.

Apesar do frio (para mim) intenso, o céu mantém um lindo tom de azul. Dá para atravessar na faixa de pedestres e os carros param imediatamente. A gastronomia é surreal de tão boa. Ah! E tem os saldos de inverno que funcionam real.

Claro que ainda consigo listar muitas coisas boas ao viver em Portugal,  como a segurança que realmente é invejável.

Mas o tempo aqui me fez descobrir que para mim isso não é tudo.

Então, no terceiro mês encontrei o verdadeiro sentido dos votos “parabéns pela coragem”. Abrir mão de muitas coisas realmente requer muita coragem.

E aqui não estou falando de bens materiais e muito menos de estabilidade profissional; mas de algo muito mais importante: relações pessoais.

Por ter perdido minha mãe, acreditei que seria fácil deixar minhas relações pessoais no Brasil e embarcar nessa grande mudança de vida.

No entanto, não foi nada fácil!

Comecei a ser dominada por uma tristeza inexplicável, não tinha vontade de falar com a minha família ou meus amigos do Brasil.

Tentava manter uma rotina mais silenciosa possível, sem muitas conversas e o máximo de leitura. Também perdi a vontade de sair de casa e contemplar toda a beleza que esse país proporciona.

E se eu não for tão corajosa assim?

Comecei a sentir vergonha de mim. Medo de decepcionar aqueles que eu amo e de simplesmente fracassar.

Internamente eu travava uma luta comigo mesma. Diariamente eu tentava levantar meu astral e todas as tentativas eram frustradas.

Temia uma depressão. Até acho que ela conquistou um espaço maior em mim do que eu gostaria de ceder.

Dias, noites. Horas, semanas, meses. Na minha mente uma eternidade entregue a total escuridão onde eu caminhava sem rumo.

Chegou uma hora que eu apenas decidi me permitir ser fraca. Chorei como há anos não chorava.

Me permiti fraquejar. Me permiti dizer para Deus que não aguentava mais. Me permiti ser humana, dependente e emocional.

Não senti vergonha, só um alívio por não precisar lutar para ser uma mulher racional,  totalmente equilibrada e certa de mim.

Lembrei da passagem de São Paulo na 2° carta aos Coríntios: “Porque quando estou fraco então sou forte”, que me fez aceitar o que estava acontecendo e de verdade deixar Deus fazer a parte dEle.

Notei como é importante compreender que somos fracos e falhos, que ainda falta muito para almejarmos ser aquele grande homem ou mulher que formamos na nossa mente.

E mais que isso, percebi que precisamos ser assim para crescer, para compreender nossas escolhas e aprender com cada uma delas.

Não sei se você também já se sentiu assim e como fez para lidar com isso.

Aliás, deixa aqui nos comentários a sua história!

Só quero te dizer que após entender que precisamos deixar que a nossa fraqueza exista, é chegado a hora de lutar para ser um pouco mais forte.

E se no meio do caminho eu dou uma caída, paciência. Respiro fundo e sigo o baile!

1 dia em Fátima

Na semana passada estivemos em Fátima pela terceira vez. No entanto, para mim cada visita é especial, no bom e velho estilo como se fosse a primeira vez.

Eu poderia listar aqui incontáveis motivos para você ir ao Santuário de Fátima. Sou católica, devota de Nossa Senhora de Fátima e gosto de ter um lugar onde buscar Deus.

Mas vou me segurar e dizer apenas: Quem vem passar uns dias em Lisboa, sendo católico ou não, precisa visitar esse lugar. Porque acredite: é sobrenatural!

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Fátima fica aproximadamente a 130km de Lisboa, dá para ir de carro ou ônibus, como foi o nosso caso.

A Rede Expresso tem ônibus todos os dias para Fátima, partindo do terminal Sete Rios (se estiver de metrô é só descer na estação Jardim Zoologico), os bilhetes custam em média 12€ (valor que pagamos com desconto) e a viagem dura cerca de 1h30.

O Santuário é, praticamente, a porta de entrada dessa pequena cidade, uma vez que a rodoviária fica bem pertinho, menos de 10 minutos a pé.

Um lugar enorme, todo aberto e muito silencioso. Encontramos pessoas cumprindo promessas, ascendendo velas, deixando flores para Nossa Senhora de Fátima, caminhado com o terço nas mãos e tirando fotos.

No santuário está a Capela das Aparições. Era ali que estava a árvore sob a qual a Virgem apareceu. Hoje encontramos, a famosa imagem de Nossa Senhora de Fátima, com a bala que atingiu o Papa João Paulo II.

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Logo ao lado, existe uma área onde diariamente é possível ascender as velas.

No mesmo lugar também é possível visitar a Basílica da Santíssima Trindade, que consegue receber cerca de 8.000 pessoas de uma só vez e a Basílica de Nossa Senhora de Fátima, onde estão enterrados os 3 pastorinhos.

Basta ficar atento aos horários através do site do Santuário e esperar um pouquinho para participar da Santa Missa.

Ah! Caminhando entre os corredores onde estão algumas salas, você terá um lindo encontro com Jesus que fica exposto em uma sala totalmente sem ruídos e muito iluminada.

Meu lugar preferido!

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Se for a sua primeira vez, a minha sugestão é pegar o folheto de turismo que te ajuda a visitar cada um desses lugares através de uma oração.

Ali dentro não existe barraquinhas vendendo souvenir ou comida. Encontramos apenas duas lojinhas um pouco afastadas dos lugares de oração. Ai sim, é possível garantir livros, camisetas, imagens, terços e lembrancinhas. Além de ajudar o santuário, claro!

Todavia, no lado externo do Santuário há muuuuitas lojas vendendo de tudo, restaurantes e cafeterias.

Se estiver com tempo vale a pena visitar a Casa dos Pastorinhos na vila de Aljustrel, onde você vai encontrar o espaço intacto. O Museu de Cera e a Via Sacra, com 14 capas que representam as diferentes estações da Paixão de Cristo.

Para esses passeios você pode se informar no próprio terminal rodoviário ou encontrar os famosos tuk tuks que te levam até esses lugares.

Em 1 dia você consegue ver tudo e sair do Santuário mais leve depois de vivenciar essa experiência única.

Essa é minha dica para quem vem para os lados de cá e também a forma que encontrei para te levar comigo nessa viagem 😊

Conhece alguém que está de malas prontas para cá? Já compartilha esse post com ele!

PS. Além de tudo que disse, quer mais um motivo para vir à Portugal e visitar Fátima?

Tá bom!

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Castidade ainda existe?

Vou começar pulando a parte de quantas pessoas fizeram piada quando dissemos que viveríamos a castidade durante o nosso relacionamento.

Até porque, na minha opinião, essa parte é bem desinteressante e não acrescenta em nada a sua decisão. Mas o que vou dizer a partir daqui acrescenta e muito!

Antes do nosso relacionamento ter início, tanto eu quanto o Diogo, optamos por colocar o respeito pelo nosso corpo – que é templo do Espírito Santo – como um objetivo de vida.

Não, não foi de uma hora para outra. Eu precisei aprender a conviver com o que tenho, do jeito que é. A me amar. Ter muita intimidade com Deus, muita mesmo e entender que se eu não me respeito como é que eu quero que o outro me respeite.

E isso não e blá blá blá de modéstia não. Até porque quero falar sobre isso em outro post.

Quero que você ser humano criado por Deus entenda que você só será tratado (a) com respeito se você se respeitar primeiro.

Caso contrário, nada feito. Desculpa!

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E a castidade é resultado imediato desse respeito pelo seu corpo e pelo corpo do outro.

Quando compreendi essa questão e comecei a me olhar diferente, percebi que ao meu redor também havia alguém que tinha as mesmas ideias que eu.

É aí que o Diogo entra.

Foi amizade saudável, caminho de namoro sem dar brecha para as tentações, namoro santo sem pegação e o noivado com muita maturidade pessoal e espiritual.

Fácil? Nunca! Até porque estamos falando de homem e mulher saudáveis e que tê desejos, graças a Deus!

Mas é maravilhoso tentar. Aliás, é inexplicável ter ao seu lado alguém que nunca irá te olhar como aquela famosa tv de cachorro. Que não irá te tocar se você não permitir e que vai ver de dentro para fora e não de fora para dentro.

Jesus mesmo nos pediu para viver a castidade. É bíblico!!

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza; que cada um saiba possuir seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem a Deus. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Por conseguinte, desprezar estes preceitos é desprezar não a um homem, mas Deus, que nos deu o seu Espírito Santo” (1Ts 4, 3-5.7-8).

E sim, respondendo a pergunta que deu origem ao título desse post: Dá para viver a castidade nesse século e em todos os outros. Aliás, dá para começar a viver quando você sentir vontade. Quando Deus brotar esse sonho no seu coração, independente das suas experiências anteriores ou idade.

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Hoje posso dizer que é uma experiência fundamental antes do matrimônio. Você conhece os seus limites, o limite do outro e se apaixona pela pessoa e não pelo corpo bonitinho que ela tem.

E meu amigo, não tenha vergonha de viver essa virtude. Seja homem ou mulher continue fiel a sua escolha. Se pintar alguém na sua vida deixe claro que é assim que você quer viver o seu relacionamento.

Nosso corpo é jóia rara, não deixe a Deus dará, mas cuide para que seja também uma forma de amor.

Ahhhh logo venho dar umas dicas para quem quer viver a castidade no namoro e noivado!

Por enquanto, você pode ir compartilhando esse post com os amigos 😍