Casamos de manhã e foi lindo

No mês que vem faremos 1 ano de casados. Caraca como passa rápido! Impossível passar por esse dia sem lembrar do momento mais especial das nossas vidas. Por isso, decidi dividir essa comemoração com vocês e contar como foi casar de manhã, numa cerimônia tradicional com muito suco natural e piscina. Vem ver!

Pam&Di - foto luiz cervi-59

ORGANIZAÇÃO
Um pouco antes de completarmos um ano juntos eu e o Diogo decidimos nos casar. Meu sonho era casar de manhã, ao ar livre, tudo bem natureba e com muito conforto. Graças a Deus o Diogo embarcou nessa ideia.

E além de tudo isso eu queria muito que o padre que nos acompanhou desde o início do namoro celebrasse nosso casamento conforme pede a Igreja Católica. Conversa vai, conversa vem, ele nos explicou que segundo nossa religião os casamentos devem acontecer em uma Paróquia ou Capela que tenha missas dominicais.

Pronto, a primeira mudança de planos estava para acontecer. Mas não doeu tanto assim, com isso marquei a celebração na Igreja às 10 horas e depois servimos o almoço em uma chácara.

Quando você esta planejando um casamento, misteriosamente aparece uma multidão de especialistas no assunto para questionar boa parte das coisas que você pensou. No nosso caso o que mais chocava as pessoas era o horário (não vai dar tempo de você se arrumar) e o fato de não servirmos nenhuma bebida alcoólica. Prefiro não comentar o que ouvimos a respeito disso, mas você pode imaginar não é mesmo?

Ah! E também tivemos uma mudança de data, pois o Buffet errou umas coisinhas. Felizmente com o apoio do Diogo, da minha terapeuta – sim fiz terapia durante um período –, da família e amigos conseguimos tornar real o casamento dos sonhos.

DETALHES TÃO PEQUENOS DE NÓS DOIS

Haja inspirações, eu salvei tanta coisa no Pinterest que nem se eu tivesse 50 braços conseguiria executar tudo. Aliás, o tempo é curto e o dinheiro também, por isso, optamos por colocar a mão na massa, a nossa e de quem oferecesse.

Os detalhes dos convites dos padrinhos e dos convidados foram obra do Diogo. Eu fiquei por conta dos porta guardanapos e na hora do almoço colocava uma amiga para me ajudar com os leques que eu tanto queria para espantar o calor da hora do almoço.

Além disso, produzi as fitas para o buquê, já que eu queria evitar a correria entre as meninas na hora de conhecer a sortuda (ah! E quem pegou casou, fica a dica). Uma amiga de anos que é boleira de mão cheia me presenteou com o bolo lindo e delicioso. Minha sogra, minha cunhada, minha madrinha, eu e o Diogo ainda passamos um bom tempo fazendo os docinhos e eu mesma encontrei e fiz meu buquê.

Valeu a pena e nosso bolso agradece!

O GRANDE DIA

No dia 25 de novembro de 2017 acordei às 5 horas, fiz minha oração, tomei banho e fui para o salão. Queria tudo muito natural e fácil, então optei pelo cabelo preso e algumas flores para dar aquele ar natureba que eu queria tanto.

O vestido foi o achado, barato e do jeito que eu queria: bem cara de princesa e sem muito frufru. Amor à primeira vista!

E lembra que eu falei sobre conforto? Então, optei por casar com meu bom e velho All Star. Nesse caso foi um novinho e branquinho que quebrou toda aquelas regras da etiqueta. Melhor escolhe que eu fiz, confesso!

Mas para mim o detalhe mais especial foi o relicário que mandei fazer com a foto da minha mãe e que deixou meu buquê a coisa mais linda desse mundo.

Foi uma manhã linda, o céu estava bem azul e Ribeirão Preto nos presenteou com o bom e velho calor. Cheguei na igreja minutos antes da hora marcada, queria ver as pessoas chegando e isso foi ótimo, fez a ansiedade passar longe.

Quando finalmente a porta se abriu, tocou aquela música que faz nosso coração acelerar, pude ver como Deus tem sido generoso. A Igreja toda iluminada pela luz do sol, as pessoas radiantes e o Diogo lá no altar.

Depois da cerimônia, o almoço. Tudo uma delicia, com cara de receita de mãe. Bastante suco para espantar o calor e a garotada ainda aproveitou a piscina.

Foi um dia lindo, muito especial. Toda vez que lembro, dá uma vontadinha de voltar. Vem na memória o olhar do Diogo no altar, a emoção do meu pai, a música, o suco gelado que eu tanto queria, a máquina de café que eu aproveitei até…

Se não fosse por Deus, nossos pais e tantas pessoas especiais o nosso dia 25 não teria tanta graça. Não existe palavras para traduzir o que eu sinto, a não ser gratidão.

Aquela dica básica de noiva: se você sonha com esse dia, se pensa nos detalhes e em como quer que seja não desista! Envolva pessoas que conhecem vocês, se dedica e torne esse sonho real. Casamento é lindo, passa rápido e fica para sempre na memória!

Pam&Di - foto luiz cervi-802Pam&Di - foto luiz cervi-828

5 passos para viver a transformação sem medo de ser feliz

Faz uns dias, estava conversando com uma amiga de anos. Nos conhecemos ainda meninas, vivemos juntas a adolescência, no fim escolhemos a mesma profissão: jornalistas. Acabamos nos afastando um pouco, devido tudo aquilo que dizem sobre a vida. Porém, sempre que nos encontramos a conversa flui que é uma maravilha.

Falamos sobre nossas decisões profissionais, a necessidade financeira e o valor que damos para a nossa vida.

Com o fim da conversa parei e refleti. Afinal, como viver todo esse tempo de transformação e ainda assim ser feliz?

É clichê eu sei. Mas a vida é assim mesmo, uma hora queremos cabelo liso no outro enrolado. Mudamos de casa, de carro, de guarda-roupa. De amigos, de cardápio e animais de estimação.

Mudamos de academia, de médicos, de filmes preferidos e de empregos. E por mais que existam pessoas que acham que suas escolhas serão para sempre (pode até ser, nada é impossível), lá no fundinho do nosso coração sempre existe uma expectativa de mudança.

Por que não abraçar a causa? Muitas coisas que considerava importante quando estava no colegial se transformam em pó quando entrei na faculdade. Depois de alguns anos trabalhando na profissão dos sonhos, meus propósitos mudaram novamente. E daí? Não sou melhor nem pior que ninguém. Apenas mudei de opinião e resolvi percorrer outro caminho.

Mas como uma boa rainha das listas, antes de colocar o pé direito nessa nova caminhada, organizei meus pensamentos e selecionei cinco características que acredito serem importantes na hora de dar o primeiro passo para viver a transformação.

1 – Não pense muito: penso, logo existo, no meu caso é penso e logo desisto. Muitas pessoas são como eu, se pensar demais estraga. Por isso, tenha a ideia, pense poucas vezes e comece a mexer os pauzinhos para essa ideia se concretizar. Caso contrário perderá o tempo e a vontade só analisando o que pode ou não dar certo.

2 – Não olhe par trás: minha mãe sempre dizia “respira fundo e vai, se olhar para trás cai”. Acho que só guardei porque rimava. Se decidirmos seguir em frente e continuarmos olhando para trás, no primeiro obstáculo nós paramos ou nos frustramos, pois não estávamos atentos ao que está na nossa frente. O que passou, ficou e dele só precisamos do amadurecimento.

3 – Tenha ânimo: Nada adianta querer se movimentar se o pessimismo é o seu melhor amigo, esse só te fará desistir de algo que poderia dar certo se continuasse tentando. Já o ânimo te impulsiona a querer mais, a buscar mais, estudar mais e, consequentemente, conquistar espaços e bonança.

4 – Esteja atento: Estar alerta com o que acontece dentro de você irá refletir automaticamente na tomada de decisões. Sentimentos como medo, por exemplo, não é boa companhia para quem quer arriscar em algo novo. Por isso, atenção ao que o seu corpo e mente querem lhe dizer, ali pode conter boas respostas. E claro, informe-se. Atenção também inclui estudo e preparação.

5 – Saiba dizer não: Muitas pessoas têm problemas com a palavra “não”, acreditam que ela tem um peso maior do que podemos carregar. No entanto, não é assim que a banda toca. Ao contrário, o não pode trazer resoluções significativas para quem almeja mudanças. Vejo como uma pausa para respirar e ver se estou no caminho certo.

Na minha opinião essas são as primeiras características que precisamos avaliar na hora que a vida tende a se transformar. Para uma mudança real é preciso coragem e autoconhecimento, só assim podemos vivenciar as experiências boas e ruins em sua plenitude.

E deixo um alerta: a vida muda constantemente, o que está incluso nessa lista hoje pode não estar amanhã. Por isso, deixem nos comentários quais os principais passos para quem busca a transformação.

Você precisa ler esse livro

Preciso confessar que esse livro foi um daqueles que me conquistou pela capa. Primeiro como resistir a esse título: As coisas que você só vê quando desacelera. Impossível não acha?

Ai vem essa capa fofinha, toda azul com uns desenhos delicados e a bela junção do subtítulo “como manter a calma em um mundo frenético”. Só posso dizer que o autor Haemin Sunim arrasou!

Pronto, leitura iniciada e de tão leve não demorou a chegar ao fim. São apenas 253 páginas divididas entre desenhos, introdução para os diferentes temas abordados e várias, várias frases de ensinamento.

O autor, um monge zen-budista retrata questões que precisam urgentemente circular no meio das pessoas como a falta de atenção, espiritualidade, descanso e a nossa face original.

E digo mais, aqui não tem nada ver com a nossa crença, até porque quem me conhece sabe qual a fé que proclamo, mas isso fica para um próximo post. A questão principal é que o livro caiu na minha mão e não foi em um contexto de surto e confusão mental.

Ao contrário, ele apareceu em uma faze de transformação interna e externa e, por incrível que pareça de calmaria também.

Isso me fez ter certeza que independente do momento em que vivemos, precisamos desacelerar para ver o tanto de coisa que acontece nesse mundão de meu Deus. Aliás, a vida mesmo em certo momento dá aquele grito pedindo pausa.

Por aqui já rolou, e aí?

A leitura é muito fácil, as introduções nos faz observar melhor cada cantinho da nossa vida e uma das partes mais bacanas são as frases de ensinamento divididas por categorias. Até separei algumas para você ver qual se encaixa no momento em que você esta vivendo.

Vamos lá!

“Quando tudo ao meu redor está indo rápido demais, eu paro e me pergunto: O mundo é agitado ou será que é a minha mente?”

“Quando você  ataca alguém, com frequência é porque está com medo”

“Escolha a felicidade, não o sucesso, como sua meta de vida. Se você for bem-sucedido e infeliz, qual será o sentido?”

“O amor é caloroso e libertador. É inocente, como uma criança sem segundas intenções”

“Quando você se concentra, até a lista telefônica pode ser interessante. Se você está entediado, talvez não esteja se concentrando”

A verdade é que esse livro me ensinou que com a cabeça cheia meu corpo não vai muito longe e como o próprio autor diz “desacelere, mesmo que por um momento, pois apenas quando desaceleramos é que vemos tudo com clareza”.

Já dei bons motivos para você iniciar a leitura. É fácil encontrar o livro na internet e nas livrarias da cidade. Vai lá e depois volta para me contar o que achou. Espero seu comentário.

Receita detox para sua rotina intoxicante

Calma. Ainda não vou iniciar uma dieta detox, mas quero apresentar nesse artigo uma receita infalível para quem deseja sair de uma rotina intoxicante.

Para começar, preciso que você se faça a seguinte pergunta: Para que essa pressa?

Numa ocasião eu me fiz essa pergunta. Mesmo trabalhando em casa eu vivia correndo para lá e para cá e aí se alguma coisa fugisse da minha rotina. Era o fim do mundo.

E sim, gosto de listar as minha pendências e segui-las a risca, porém ao invés de me ajudar, eu estava me boicotando, correndo contra o meu próprio tempo.

No comecinho de setembro, fizemos uma pequena reforma em casa. Cozinha quebrada, entra e sai e muita, muita poeira. Fiquei trancada no meu quarto enquanto tudo acontecia e, claro, trabalhei fielmente meu psicológico para não surtar.

Quem diria que esse castigo forçado me faria entender como é importante pararmos e nos desintoxicar de alguns vícios. De nada adianta desligarmos o celular ou parar de acessar as redes sociais, se lá no fundo a nossa mente está borbulhando.

Não, eu não acho nada ruim ter ideias e pensar em como coloca-lás em prática. Entretanto precisamos entender que quando é para descansar é para descansar e pronto.

E no meio de toda essa barulheira eu compreendi isso e liste um desafio pessoal para viver uma rotina mais leve totalmente necessária para a minha sanidade e talvez também para a sua.

Porém, para vivenciar essa experiência você precisa compreender que sim, a nossa rotina é insana. Corre pra lá e pra cá, movimenta, volta e no fim parece que fizemos tanta coisa que nosso corpo e nossa mente estão esgotados.

Precisamos prestar mais atenção nos nossos sentidos e quando for necessário parar, respirar e contemplar. E esse foi o meu mantra quando acabou a reforma aqui em casa e eu pude começar a pensar na viagem que aconteceria no feriado com mais tranquilidade.

Durante esses dias de folga, me desliguei, aproveitei a paisagem, me deliciei com a gastronomia e a acolhida do interior.

Ao me desintoxicar das regras imposta por mim mesma, consegui fazer com que as influências externas não contaminassem a minha mente pensante e encontrei o meu próprio caminho.

Caminho esse que quero dividir com vocês, são coisas simples que nos ajudam a descobrir uma rotina cheia de possibilidades.

Receita detox para uma rotina mais leve

1 – Ter metas diárias

Acordar e listar em um bloco de anotações as minhas prioridades do dia, me faz focar mais no hoje e pensar menos do que preciso cumprir até a semana terminar. Se não consigo fazer tudo, paciência, ao menos sei o quanto tentei.

2 – Exercite a criatividade

Todo mundo tem uma pontinha de criatividade escondida por aí. Então tire já do armário. Escreva um poema, uma música ou uma frase. Pinte um quadro, desenhe ou borde, costure, toque um instrumento, cante ou dance pela casa (faço isso quase sempre).

3 – Passe alguns minutos em um lugar silencioso

Não, isso não é por conta do nome do filme “Um lugar silencioso”, mesmo esse sendo um dos melhores filmes que assisti esse ano. Mas pensa na quantidade de influencias visual e auditiva que você recebe por dia. Assusta né? Sempre acreditei que é no silêncio que temos as melhores respostas. Por isso, procuro em algum momento do dia entrar no meu quarto, ficar quietinha, às vezes leio um pouco ou tomo uma xícara de chá. Mas sem dar um A.

4 – Encontre com amigos

Clichê eu sei. Mas já experimentou passar uma tarde ou jantar com seus amigos sem ficar refém dos celulares e aquele tanto de coisa chata do trabalho? Dessa vez encontre seus amigos para lembrar momentos alegres que passaram juntos, ria muito e saia desse encontro bem mais leve.

5 – Desligue o celular

Se você assim como eu não pode ver uma notificação no celular que já coloca o dedinho lá, chegou a hora de rever nossos conceitos. Celular é bom, mas ficar sem ele é melhor ainda. Eu tenho feito assim: se vou escrever ou ler deixo o celular em outro cômodo da casa. Assim consigo estar 100% focada naquilo que estou fazendo. Se for urgente, a pessoa vai ligar. Fique tranquilo.

6 – Almoce com calma

Aqui o tópico mais amado das nutris. Não é Camila Malta? Já li inúmeras pesquisas falando sobre a importância de comer sem distrações, colocava em prática dois dias e parava. Até levar um belo puxão de orelha do meu marido sobre a rapidez que eu como. Passei a prestar atenção e, realmente, muitas vezes nem sentia o gosto dos alimentos. Por isso, agora (e porque minha saúde agradece) desligo os aparelhos, presto atenção na mastigação e naquilo que estou comendo. Até o brócolis parece mais gostoso assim.

7- Movimente-se

Ainda nos tópicos clichês, mas importantes. Seu corpo precisa sair dessa cadeira em frente ao PC e dar umas voltas por aí. Sempre gostei de praticar atividade física, mas fiquei um bom tempo parada o que piorou muito o meu retorno. Mas desde que me mudei de apartamento, tenho tentando caminhar na rua (na rua sim, porque já fico o dia todo fechada e assim me obrigo a tomar um sol, vento e ver as pessoas por aí) todos os dias de manhã ou a noite e, acredite melhorou e muito a minha enxaqueca.

8 – Respire fundo

Nada melhor para abrir os pulmões, relaxar o corpo e desintoxicar a mente. Respirar com atenção, inspirando e expirando com calma, liberando tudo que há dentro de você. Quase uma meditação, mas tenta comigo: inspire pelo nariz contando até 5 e expira pela boca contando até 5. É surreal não é?

Essas são apenas algumas dicas para um rotina mais leve. Guardei outras mais práticas para o próximo artigo. Espero que você as coloque em prática e me conte nos comentários se valeu a pena!

Ah! Tem boas dicas para uma rotina tranquila? Deixa nos comentários, vou colocar em prática já!

Se toque! Em outubro e nos outros meses também

É bem provável que esse texto não chegue a suas mãos no dia 1º de outubro como eu gostaria. Data que marca o início do Outubro rosa, mas não tem problema, afinal é apenas o começo.

Não quero ser repetitiva, mas sim contar o que aconteceu comigo. Na verdade com a minha mãe. Esse ano completa dois anos da morte da minha mãe, diagnosticada com um câncer de mama de grau altíssimo em 2015.

O fato é que a vida numa mais é a mesma quando você convive com uma vítima do câncer e se esse morre, fica o grau fica um tanto mais intenso. E comigo não foi diferente.

Mas não são lamúrias, tudo que vivi com a minha mãe durante o tratamento foi um grande ensinamento para mim em particular e despertou uma vontade imensa de ascender a luz rosa para todos aqueles que estão próximos.

Nós nunca achamos que isso pode acontecer com a gente ou na nossa família, até que acontece e percebemos que também temos o tão famoso teto de vidro. Por mais que nós (família) não soframos com a doença em si, nós vivenciamos com o paciente oncológico toda a fragilidade psicológica que machuca e deixa cicatrizes para sempre. Mesmo que essa seja a saudade.

O cuidado com a saúde física é algo que aprendemos desde pequenos e muitas vezes não damos tanta importância assim. Ultrapassamos nossos limites de cansaço, alimentação e sedentarismo e esquecemos que em algum momento nosso corpo irá cobrar.

Mas de saúde física minha mãe entendia muito bem e era exemplo para muita gente. Sempre saudável e disposta. No entanto, tem outro ponto que manda e muito: nossa mente.

Até que ponto cuidamos da nossa mente, damos um tempo das preocupações, cobranças, mágoa, rancor e ideias mirabolantes? Quando minha mãe foi diagnosticada ouvimos que como não havia nada genético ou físico que levasse a doença, era provável que seu psicológico tivesse influenciado.

Parece loucura, mas é muito real tanto que algumas pesquisas já apontaram a ligação entre o câncer, a doença e, também, a cura. Por isso, não custa nada lembrar: PREVINA-SE!

INFOGRAFICO_cancerdemama1 previna

Eu lembro como minha mãe foi guerreira lutando contra o câncer de mama e depois a metástase, mas recordo também do dia que ela compreendeu que poderia vencer a doença com a morte. Sim! Eu acredito que através da morte ela superou todas as dores que aqui ela não conseguiria.

Dói e não é pouco. Dá saudade e tudo aquilo que o ser humano é capaz de sentir. Contudo ao combater nessa grande batalha eu tive a oportunidade de ver a vida com outros olhos e de viver com todo o cuidado e atenção que ela merece.

Imagino que quando algum instituto ou pessoa luta por uma causa, ela deseja que os outros possam abrir os olhos para os obstáculos desnecessários que ela coloca em seu dia a dia. Eu demorei para perceber isso, mas hoje corro atrás do prejuízo e tento ajudar o máximo de pessoas que conseguir.

E repito: mulheres se toquem!

INFOGRAFICO_AUTO_EXAME_3

10 coisas que aprendi com o luto

Muitos de nós ainda acreditamos que as pessoas ao nosso redor vão nascer, crescer, amadurecer, envelhecer e apenas depois de todo esse processo que elas irão morrer. E com isso, não nos preparamos psicologicamente para viver as perdas que naturalmente acontecem nas nossas vidas.

Só que o que mais tememos acontece: a morte vem. E ela algumas vezes não bate à porta. No meu caso ela bateu. Em 2015 minha mãe foi diagnosticada com um câncer de mama raro, no auge dos seus 51 anos e cheia de planos para o que a vida ainda lhe reservava. Definitivamente, o câncer não fazia parte desses planos, mas após um exame de toque ele estava lá todo “aparecido”.

Eu, minha irmã e meu pai éramos parte do sonho de família feliz — aquela cena do comercial de margarina — e minha mãe se sentia muito realizada. Casa, comida e roupa lavada. Via estável e muito feliz. Meu pai conquistou uma carreira de anos na mesma empresa, nos dando tudo que era necessário. Eu seguia feliz na profissão que escolhi, minha irmã se preparava para morar no exterior e minha mãe era a dona de casa 100% realizada. Não tinha erro, era apenas viver.

Quando o câncer entra em uma família todo mundo sente o peso e, consequentemente, se esforça para que isso seja algo mais leve. Mudam-se os hábitos alimentares, os programas de televisão, os livros, horários, passeios e roupas. Todos buscam uma única meta: a cura. Ninguém pensa na morte (ainda bem!).

O tratamento da minha mãe durou mais tempo do que prevíamos, porém ela respondeu muito bem durante todo o processo. Apesar das dificuldades naturais da doença, tanto físicas quanto psicológicas, vivíamos felizes esperando aquele tsunami passar. E após alguns meses ele passou.

O diagnóstico de cura não havia sido apresentado, entretanto, minha mãe respondia tão bem a vida que estava levando que a cura em si era apenas uma questão burocrática na nossa cabeça. Tudo havia voltado ao normal, até o juiz tocar o apito para o segundo tempo.

Começa o 2º tempo do jogo

De repente a metástase nos encontrou num desses momentos alegres em família. O retorno da doença foi extremamente agressivo e rápido. Foram dias intensos na nossa casa, no hospital, na rua, no supermercado e em qualquer outro lugar que estivéssemos. Respirávamos com a ajuda de aparelhos e quase não tínhamos tempo para pensar racionalmente. Tudo o que estava em nosso alcance entregamos ali, durante as longas semanas que estivemos fielmente ao lado da dona do nosso lar. E no fim ela partiu.

É triste e dói sim. A morte requer de você algo que nem sempre temos, conhecemos ou sabemos lidar. E como num passe mágica — para algumas pessoas — esse “algo” a mais aparece. Alguns chamam de resiliência, mas confesso que depois de dois anos ainda não sei como intitular.

Mas como diria aquela sábia canção: “o tempo não para, não para não” e depois de algumas sessões de terapia, lágrimas e silêncio notei que eu havia me transformado em uma nova pessoa e que minha mãe havia deixado um legado maior do que ela mesmo poderia imaginar.

Conheça o legado da minha mãe

Durante toda sua trajetória minha mãe me ensinou muitas coisas, tanto naturais da maternidade quanto de sua personalidade. Todavia, durante o tempo em que esteve doente e após sua morte percebi que esse legado irá me auxiliar durante toda a vida. E quero dividir com vocês essa sequência para viver o luto com liberdade para choros de saudade.

1 – Viva o luto. A morte te deixa no chão, mas não tem lugar algum escrito que você precisa sair dele do dia para a noite. Chore, sofra e viva todo o momento necessário. Lá na frente você vai agradecer por ter passado por esse período.

2 – Tenha um tempo sozinho. A aceitação vem logo após a dor e por mais que seus familiares e amigos tentem te ajudar — o que é muito importante — você precisa ter um tempo a sós consigo mesmo.

3 – Não viva preocupado com os males que podem acontecer. Após uma perda acabamos nos tornando infelizes por preocupação e esse receio de perder algo causa uma dor semelhante à de já ter perdido. Você não precisa disso.

4 – Tenha fé. Compreender que existe algo ou alguém por você a quem você poderá recorrer sem ser julgada é ótimo para acalmar o coração.

5 – Encontre alegria nas pequenas coisas. Parece dica do livro de autoajuda e pode até ser, mas compreender a felicidade em momentos e atitudes simples abre nossos olhos para muitas alegrias que virão.

6 – Não se tranque para sempre. Tanto fisicamente quanto psicologicamente. Saia com amigos, família, namorado. Conheça novos lugares, tenha novos sonhos. Se movimente e compreenda o caminho que você ainda precisa trilhar.

7 – Relembre sonhos antigos e corra atrás deles. Focar em planos que estavam esquecidos na sua lista vai dar um gás para ir cada vez mais longe.

8 – Entenda que outras perdas podem acontecer e que você irá sofrer novamente. Mas para isso tenha determinação para enfrentar e vencer qualquer sofrimento.

9 – Não se atormente antes da hora. Quem passa os dias angustiado com o futuro esquece-se de viver o presente.

10 – E por último, mas não menos importante. Viva! A vida está aí para isso, então não desperdice com coisas mesquinhas. Aproveite cada segundo buscando a felicidade.

Bem-vindo ao Bloco de Notas

Reescrevi esse comecinho do primeiro post mil vezes pensando em como seria legal começar a nossa conversa. Afinal, antes de me acompanhar semanalmente por aqui, você precisa entender de onde o Bloco de Notas apareceu.

E é exatamente isso que quero contar para você hoje.

Na verdade passei muito tempo pensando se eu queria ser feliz ou parecer feliz.  E preciso dizer: doeu pra caramba. Não que eu tenha alcançado a felicidade plena e resolvi contar os segredos disso aqui no Bloco.

Nada disso!

O fato é que eu sou completamente apaixonada pela escrita. Se estou feliz, triste, se quero demonstrar algum sentimento. Para praticamente boa parte das minhas emoções eu usufruo das palavras no papel.

Por isso escolhi o jornalismo como profissão e preferi trabalhar em uma revista do que na TV ou rádio. E entendo também que todos nós temos dons e que para sermos felizes mesmo que por alguns instantes é importante saber usá-los.

Escrevi incontáveis textos para os mais diferentes meios de comunicação. Mas a maioria das vezes não escrevi o que eu queria. Era feliz, mas sempre quis mais.

Então quando deixei meu emprego comecei a estudar e ler bastante sobre Marketing de Conteúdo e sobre a importância de ter um espaço para chamar de seu, seja ele um blog ou canal.

Esse foi o start para perceber claramente que havia chegado a hora de investir em algo meu. Até aí maravilha!

Contudo ter um lugar na internet com a sua cara não é fácil, ainda mais quando os textos não são vistos como algo tão atraente. E escolher um nome então? Praticamente impossível.

Pensei, pesquisei e escrevi muito, até que num 5 minutos meu marido falou sobre o Bloco de Notas. Era isso! Esse é o nome do meu cantinho.

O Bloco de Notas de fato é uma ferramenta que eu uso muito seja no papel, computador ou celular. Esse é meu porto seguro, essa sou eu.  Aqui estamos iniciando uma jornada por esse mundo incrível que é transportar o cotidiano para a tela do seu computador ou celular.

Claro que como tudo na vida, pensar em manter um blog requer sacrifícios. E o meu primeiro passo foi aprender a não ligar muito para o que o mundo diz que eu deveria fazer para ser feliz ou estaria trabalhando na TV.

O segundo e mais importante foi ser verdadeira comigo mesma e me dar a chance de tentar algo novo.

Para você que já estreou nesse espaço, seja bem-vindo. Aproveite o conteúdo, deixa nos comentários sobre o que quer conversar e vamos trocar muitas experiências.